Brasileiros, mexicanos, colombianos e chilenos declaram apoio à Espanha e apontam rivalidade histórica, suposto favorecimento da Fifa e questões políticas como motivos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Luis de la Fuente orienta jogadores da Espanha em jogo contra a Bélgica, pelas quartas de final — Foto: Harry How / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 06:21 Latino-americanos divididos: rivalidade histórica marca apoio na final da Copa A final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha revela uma divisão na torcida latino-americana. Brasileiros, mexicanos, colombianos e chilenos apoiam a Espanha, citando rivalidades históricas, alegações de favorecimento da Fifa e questões políticas. A percepção de que a Argentina é beneficiada afasta parte dos torcedores, enquanto Lionel Messi defende a integridade da equipe argentina. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A decisão da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha tem revelado um fenômeno curioso fora das quatro linhas: ao contrário do que tradicionalmente acontece quando uma seleção sul-americana chega longe no torneio, a equipe de Lionel Messi não conta com o apoio da maior parte dos vizinhos latino-americanos. Nas redes sociais, torcedores de países como Brasil, México, Colômbia e Chile têm demonstrado preferência pela Espanha. Um dos memes mais compartilhados nos últimos dias mostra o atacante espanhol Lamine Yamal vestindo a camisa da seleção brasileira, acompanhado da legenda: “A esperança do povo brasileiro”. O movimento vai além da histórica rivalidade entre Brasil e Argentina. Em entrevistas à AFP, torcedores de diferentes países afirmaram que pretendem apoiar os espanhóis na final deste domingo. Em São Paulo, o brasileiro Francisco Santos afirmou que comemorou o gol da Inglaterra na semifinal e disse acreditar que a Argentina é favorecida pela arbitragem. — A Argentina teve ajuda dos árbitros. Vamos torcer pela Espanha — declarou. Na Colômbia, o analista financeiro Juan Camilo Abusaid foi direto ao dizer que também apoiará os espanhóis. Já o policial mexicano Antonio López reconheceu a grandeza de Lionel Messi, mas questionou o que considera favorecimento da equipe. — Se você conquista dois títulos apenas pelo seu futebol, eu aceito. Mas, se os árbitros ajudam, eu não aceito — afirmou. A discussão chegou até mesmo à política. Durante uma entrevista coletiva, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, perguntou aos jornalistas presentes para quem eles torceriam na final. A resposta foi unânime: “Espanha”. Segundo o sociólogo colombiano Germán Gómez, esse comportamento representa uma mudança em relação ao tradicional sentimento de solidariedade entre países latino-americanos nas Copas do Mundo. Para ele, as redes sociais ampliaram narrativas de que a Argentina seria beneficiada pela Fifa e por seu presidente, Gianni Infantino, percepção que ajudou a afastar parte dos torcedores da região. No Chile, o operador de laboratório Rachid Sjoberg apontou ainda um componente político para sua escolha. Crítico do presidente argentino Javier Milei, afirmou que não gostaria de vê-lo usar um eventual título mundial como capital político. Apesar das críticas, Lionel Messi já respondeu às acusações de favorecimento. Após a classificação da Argentina para a final, o camisa 10 afirmou que a equipe voltou a provar seu valor dentro de campo. — Há quatro anos conseguimos o que queríamos. Mais uma vez mostramos que ninguém nos dá nada de graça e voltamos a estar entre as duas melhores seleções do mundo. Que doa em quem doer — declarou o capitão argentino.
Por que boa parte da América Latina vai torcer pela Espanha contra a Argentina?
Brasileiros, mexicanos, colombianos e chilenos declaram apoio à Espanha e apontam rivalidade histórica, suposto favorecimento da Fifa e questões políticas como motivos











