Reconhecido pelas melenas, Cucurella chega à decisão como destaque e pode se tornar símbolo de uma Espanha campeã 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cucurella é mais um dos jogadores a marcarem Copa do Mundo pelo visual — Foto: Editoria de Artes RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 22:28 Marc Cucurella: Novo Símbolo da Seleção Espanhola e Pai Inspirador Marc Cucurella, com sua icônica cabeleira, tornou-se o novo símbolo da seleção espanhola na Copa do Mundo. Conhecido por sua presença marcante em campo e estilo único, ele também enfrenta desafios pessoais, como a autismo do filho. Sua trajetória, das divisões de base do Barcelona ao Real Madrid, destaca sua resiliência e importância de seu visual como marca registrada, inspirando tanto dentro quanto fora do futebol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Copas do Mundo têm a tradição de produzir personagens facilmente reconhecíveis. Afinal, como explica o ramo da publicidade, é pela identidade visual que uma empresa ou personalidade se comunica e tenta se destacar. Os colombianos Valderrama e Higuita e o holandês Gullit são bons exemplos disso. Ronaldo Fenômeno, em 2002, é o maior case de um jogador que sobressai por conta do corte de cabelo. E é esse o caminho que tem sido traçado por Marc Cucurella, destaque da Espanha e titular na final da Copa do Mundo de amanhã. Rotina de cuidados Além das ótimas atuações, Cucurella virou febre neste Mundial pelo seu visual. No sentido contrário aos cortes rentes, com detalhes desenhados, o lateral recém-contratado pelo Real Madrid-ESP esbanja uma cabeleira longa e crespa, de cachos bem fechados e com as pontas descoloridas. O cabelo demanda uma intensa rotina de cuidados. Representante de uma marca de cosméticos, o espanhol passa cerca de 30 a 45 minutos no banheiro todas as manhãs com essa finalidade. Os primeiros quinze minutos são exclusivos para o desembaraço; depois, é a hora de aplicar cremes específicos para redefinir os cachos e restaurar a forma natural. A secagem é natural, e a lavagem acontece no máximo com um intervalo de dois dias, para combater o suor, o esforço físico e a exposição ao sol durante treinos e jogos. Nascido em Alella, uma aldeia na Catalunha com cerca de 10 mil habitantes, Cucurella fez as divisões de base nos rivais Espanyol e Barcelona. Na época, Patricia Saseta, mãe do atleta, assistia às partidas e tinha certas dificuldades para encontrar seu filho em campo. Por isso, pediu-lhe que deixasse o cabelo crescer, para que se diferenciasse dos outros jovens jogadores. O hábito virou uma marca registrada. Mas o que hoje é motivo de carinho por parte do público já fez com que o defensor de 27 anos precisasse criar, logo na infância, uma resiliência, certamente carregada até hoje. Enquanto Patricia utilizava os longos fios de Cucurella para identificá-lo em campo, as crianças da escola faziam comentários preconceituosos. O bullying era tão pesado que o fez cogitar cortar o cabelo para evitar provocações. Mas resistiu. Das categorias de base do Barcelona, clube em que esteve de 2012 até 2018, mas fez apenas uma partida como profissional — sete minutos em campo na vitória (3 a 0) contra o Real Murcia, pela Copa do Rei —, até o Real Madrid, que o contratou por seis anos junto ao Chelsea em negócio que pode chegar a 51,7 milhões de libras (aproximadamente R$ 350 milhões), Cucurella teve uma trajetória de ascensão e títulos. Antes de chegar ao gigante inglês, passou por Getafe e Brighton, clube que o vendeu ao Chelsea em 2022 por R$ 267 milhões. Foram duas temporadas de adaptação até a afirmação em 2024. Filho no espectro autista Vice-campeão olímpico em 2021, quando a Espanha perdeu a final para o Brasil, Cucurella não foi convocado para a Copa do Mundo do Catar e, até março de 2024, tinha disputado apenas uma partida pela seleção principal. Em pouco mais de dois anos, passou de nome praticamente descartável a titular absoluto em uma final. Tal trajetória sob os holofotes teve início na Eurocopa. Depois de ganhar a vaga de titular de Grimaldo nos amistosos que antecederam o torneio, Cucurella foi titular em seis das sete partidas da campanha do título, com direito a assistência para o gol decisivo na final contra a Inglaterra, marcado por Oyarzabal. No fim, foi escolhido para a seleção do campeonato e, como comemoração, pintou os longos fios de cabelo com a cor vermelha da Espanha. Já no ano passado, em 2025, o defensor foi igualmente titular e destaque do Chelsea na campanha vitoriosa da Copa do Mundo de Clubes. Ele esteve em campo nas partidas contra o Flamengo, o Palmeiras e o Fluminense, na semifinal. No torneio, ele chegou a atrair o descontentamento do público brasileiro pelos enfrentamentos com os atacantes dos três clubes. Exímio marcador, Cucurella também é adepto do “trash talk” (provocação oral), então costuma ter embates acalorados com os adversários. Nesta Copa do Mundo, ele esteve em campo em todos os 630 minutos das sete partidas feitas pela Espanha, que sofreu apenas um gol no torneio. A marca alcançada de seis partidas sem ser vazada é inédita para uma seleção em uma mesma edição de Mundial. Favorito para a seleção do campeonato, ele anulou o lado direito da França, que conta com nomes como Koundé, Dembélé e Olise. Mas é fora de campo que Cucurella e sua família têm demonstrado resiliência. Em meio ao sucesso profissional, o lateral descobriu que seu filho mais velho, Mateo, atualmente com 7 anos, está no espectro autista. O diagnóstico foi em 2022. Desde então, o defensor espanhol e sua mulher, Claudia Rodríguez, buscam aprender as melhores ferramentas para se adequar à realidade. Uma das primeiras coisas que Cucurella faz quando recebe a sondagem de um clube é checar se na cidade há serviços para a realidade vivida por Mateo. Nesse caso, voltar para seu país natal será um alento. — Apareceram equipes interessadas, mas sempre buscávamos primeiro se havia colégios ou terapias para ele. É uma coisa principal e superimportante. Por sorte, em Madri tem tudo, e estaremos muito bem servidos lá — disse ele, em entrevista recente.