Ex-ministro do STF vinha registrando 1% nas pesquisas de intenções de voto Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa comunicou ao seu partido, Democracia Cristã (DC), que não será candidato a presidente da República nessas eleições. A desistência foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Valor. Segundo relato de Barbosa a interlocutores, ele recuou porque as condições estipuladas pelo ex-magistrado para seguir com candidatura não foram atendidas. O DC ainda não se manifestou sobre o assunto. A pré-candidatura de Joaquim Barbosa foi apresentada em maio pelo partido. Em entrevista à Folha, naquele mês, Barbosa afirmou que só iria adiante com a ideia se houvesse "boa receptividade" do eleitorado, além de estrutura partidária para fazer campanha. Aposentado do STF desde 2014, o ex-ministro retomou os perfis nas redes sociais após o anúncio e afirmou que estava "estudando a possibilidade" de ser candidato ao Palácio do Planalto. "Pretendo usar minhas redes sociais de forma mais ativa, o que me permitirá manter um diálogo mais frequente com vocês", escreveu Barbosa na única publicação feita em seu perfil no Instagram, em 16 de junho. A escolha do presidente do DC, João Caldas, pelo ex-ministro do Supremo gerou desavenças na legenda, em especial com o ex-ministro e ex-deputado Aldo Rebelo, até então o pré-candidato à Presidência. Insatisfeito, Rebelo disse que não recuaria da pré-candidatura, fez ataques públicos a Caldas e chegou a ser expulso do partido, mas recorreu à Justiça e foi reintegrado à legenda. Integrantes da pré-campanha de Rebelo afirmaram que há possibilidade de a pré-candidatura do ex-ministro ser retomada. Colaborou Lilian Venturini