Anthropic, que se prepara para abrir o capital, teria proposto o acordo em junho, e a Meta estaria avaliando a proposta A Meta está em negociações para alugar capacidade de processamento computacional para a Anthropic em um possível acordo que pode chegar a US$ 10 bilhões ao longo de dois anos, informou o The New York Times nesta sexta-feira (17), citando três pessoas com conhecimento das discussões. Um acordo desse tipo ajudaria a Meta a diversificar suas receitas para além da publicidade, gerando faturamento com sua infraestrutura e competindo com empresas de “neocloud”, como CoreWeave e Nebius, à medida que a crescente adoção de ferramentas avançadas de inteligência artificial aumenta a demanda por capacidade computacional. A Anthropic, criadora do Claude Code, pagaria à Meta em parcelas mensais ao longo dos dois anos, embora os termos ainda possam ser alterados, segundo o jornal. A publicação acrescentou que ambas as empresas poderiam encerrar o acordo antecipadamente. Segundo a reportagem, a Anthropic, que se prepara para abrir o capital, propôs o acordo em junho, e a Meta está avaliando a proposta. As negociações, porém, tornaram-se mais complexas porque a Meta ainda não possui um negócio estruturado para vender sua capacidade de processamento computacional. De acordo com o jornal, as conversas ainda estão em estágio inicial e podem não resultar em um acordo. A Meta não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters, enquanto a Anthropic se recusou a comentar. A Reuters não conseguiu verificar a informação de forma independente. O potencial acordo segue uma estratégia adotada recentemente pela SpaceX, de Elon Musk, com a qual a Anthropic fechou um contrato em maio para utilizar toda a capacidade computacional do data center Colossus 1, em Memphis, no Estado norte-americano de Tennessee. Na assembleia de acionistas da Meta, realizada em maio, o presidente-executivo da companhia, Mark Zuckerberg, afirmou que entrar no mercado de computação em nuvem era “definitivamente uma possibilidade”, observando que empresas procuravam a Meta “quase todas as semanas” para comprar acesso a seus modelos de IA ou à capacidade ociosa de processamento. No início deste mês, a Bloomberg News informou que a Meta estava desenvolvendo um negócio de computação em nuvem para comercializar sua capacidade excedente de processamento e hospedar modelos de inteligência artificial para desenvolvedores. — Foto: Patrick Sison/AP/File Photo