O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) soluçou por 36 horas seguidas na última terça-feira 14, embora estivesse apresentando estabilidade nas semanas anteriores. A informação consta em boletim médico enviado nesta sexta-feira 17 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Os médicos administraram, portanto, doses extras das medicações específicas para o quadro de Bolsonaro, apresentando resposta satisfatória. No momento, diz o boletim, o ex-presidente encontra-se estável, mas persistem sintomas como desequilíbrio e sonolência.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária. Recentemente, a medida passou por revisão e quase foi revogada devido a ter sido encontrada uma arma em nome do ex-capitão com um militar parado em uma blitz em Brasília. O caso resultou no indiciamento do militar, mas Bolsonaro foi poupado.

No entanto, após a concessão ser mantida, Moraes passou a questioná-lo sobre uma carta escrita por Bolsonaro e lida pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em seu canal no Youtube.

No texto, o ex-presidente diz, inicialmente, que está “saudoso do contato com o povo” ao qual ele deve “lealdade” e que Flávio é seu “porta-voz” para “livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”. O ministro aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República para decidir se houve descumprimento de medida cautelar.