A Mulher-Maravilha enfrenta um exército masculino com sua "metralhadora de mentiras". Esta adaptação abrasileirada estreou o perfil Imparáveis no Instagram, que Michelle Bolsonaro amadrinhou. Um "MB" rosa serve de logo. Foi resposta aos golpes chovinistas sofridos.
A mulherada da esquerda se solidarizou, puxada por Marina Silva. Janja se perfilou. Fez bem e depois foi mal. Arrogou-se primeira-dama pioneira no ato de trabalhar. Isso porque restringiu a atividade a bate-ponto da classe trabalhadora. Mas há outras modalidades de política além da fabril e as mulheres as usam faz tempo.
Nas sociedades nobiliárquicas, muitas damas faziam a política de salão: armavam alianças e produziam opinião entre um quitute e uma dança. Apelidou-se a prática de "lobby", por ocorrer em rodinhas nas entradas e antessalas. As ladies assim exerciam poder dentro de seu grupo social. Com os de baixo o jogo era outro: a distribuição discricionária de recursos, por meio da filantropia.
A política das mulheres se diversificou na modernidade, incorporando técnicas de mobilização social. As sufragistas usaram as ruas para abrir a batalha por direitos específicos. Desde então, esse ativismo mobilizador e suas pautas seguiram crescendo, ao largo dos homens e pendendo à esquerda.








