Mundial redesenhou disputa pelo prêmio individual e Lionel Messi aparece como forte candidato a vencer a honraria 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi venceu a Bola de Ouro pela oitava vez na carreira — Foto: FRANCK FIFE / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 22:58 Lionel Messi Lidera Disputa Pela Bola de Ouro 2026 aos 39 Anos A disputa pela Bola de Ouro está acirrada e a Copa do Mundo de 2026 pode ser decisiva. Lionel Messi ressurge como forte candidato após conduzir a Argentina à final, aos 39 anos. Outros nomes como Rodri, Yamal, Kane e Mbappé também estão na corrida, mas o desempenho no Mundial será crucial. A premiação, que reconhece o melhor jogador do mundo, será em outubro, em Londres, celebrando seus 70 anos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Além do título da Copa do Mundo de 2026, a final pode ser determinante para a corrida de um dos maiores prêmios individuais do futebol: a Bola de Ouro, que será entregue daqui a três meses. Antes descartado, Messi voltou ao centro da disputa depois de conduzir a Argentina à decisão aos 39 anos e pode conquistar a honraria pela nona vez na carreira, enquanto Rodri e Yamal são os candidatos do lado da Espanha, mas dependem do título ou de uma atuação extraordinária para se fortalecerem como concorrentes. A única certeza, porém, é que a Copa do Mundo tem um peso muito grande na votação da Bola de Ouro nos anos em que o torneio é disputado. Como o desempenho individual, poder de decisão e desempenho do time são os critérios que a revista France Football aponta como os mais importantes, ter uma boa atuação no Mundial é determinante para a premiação. — Eu acho que a Copa vai ter um peso muito grande. Se fosse dividir, eu acho que a Copa tem de 40% a 50% de peso. Quando eu vou decidir meu voto, a Copa do Mundo tem um peso muito grande. Para mim, a ordem é Copa do Mundo, Liga dos Campeões e os campeonatos nacionais — disse Cléber Machado, único brasileiro a votar na premiação da Bola de Ouro, ao GLOBO. Temporada dos jogadores que disputam a Bola de Ouro — Foto: Editoria de Arte Antes da competição o prêmio parecia encaminhado para jogadores que dominaram a temporada europeia, mas Lionel Messi, mesmo atuando longe do polo futebolístico, tratou de entrar de vez na briga pela nona Bola de Ouro de sua carreira. Sua atuação na Copa do Mundo o coloca entre os favoritos para vencer o troféu. Messi não deve nada aos seus concorrentes. Na temporada, o argentino tem 86 participações em gols em 48 jogos, foi campeão da MLS, liga de futebol dos Estados Unidos, e conduziu a Argentina a uma final de Copa do Mundo com oito gols e quatro assistências. O fato de jogar fora da Europa poderia ser decisivo contra o argentino, mas a própria premiação tratou de explicar que qualquer um pode vencer o troféu de melhor jogador. — Sim, é perfeitamente possível ganhar a Bola de Ouro sem jogar em um clube europeu. Parece mais difícil à luz da história, mas a crescente força de certas ligas fora da Europa está mudando o cenário. Nada é impossível quando se trata da Bola de Ouro. Qualquer pessoa, independentemente da liga em que joga, pode, tecnicamente, conquistá-la — publicou a página oficial da Bola de Ouro. Historicamente, a Copa do Mundo quase sempre interferiu na disputa pela Bola de Ouro. Neste século, somente em duas edições o Mundial teve uma influência menor: em 2010, quando a Espanha foi campeã do mundo, mas Lionel Messi levou o prêmio impulsionado pela temporada no Barcelona, e em 2014, quando Cristiano Ronaldo foi eleito melhor do mundo com a Alemanha campeã. Nesses exemplos que Harry Kane se apega para tentar conquistar o prêmio individual, mesmo sem conquistar a taça mais cobiçada do mundo. Eliminado na semifinal da Copa, o atacante inglês fez sua melhor temporada da carreira com 73 gols e oito assistências em 66 partidas, mas a falta de um título importante pode ser determinante para a não conquista da Bola de Ouro. Os franceses Michael Olise, Oumane Dembélé e Kylian Mbappé correm por fora na disputa, muito por conta da temporada e do desempenho no Mundial. O atacante do PSG, por exemplo, reúne o currículo coletivo mais robusto da temporada, com os títulos da Liga dos Campeões, Campeonato Francês, Supercopa da França, Copa Intercontinental e Supercopa da Uefa. Mbappé participou de 69 gols na temporada, sendo 12 no Mundial, mas não conseguiu levar a França à final e não conquistou títulos na temporada, fator que pode pesar na votação. Olise também tem números e troféus que justificariam sua vitória na premiação individual. Ainda assim, eles perderam forças com a eliminação na semifinal da Copa do Mundo para a Espanha. Assim como Vinicius Junior, que teve bons números no Real Madrid e era um dos destaques brasileiros na competição até a queda para a Noruega nas oitavas de final. O prêmio, contudo, só será entregue no dia 26 de outubro, em Londres, em uma edição especial que celebrará os 70 anos da principal premiação individual do futebol. Tradicionalmente realizada em Paris, a cerimônia mudou de sede em homenagem a Stanley Matthews, primeiro vencedor do troféu, em 1956.