Frente fria favorece temporais com rajadas de vento e possibilidade de granizo no Rio Grande do Sul, enquanto bloqueio atmosférico mantém o tempo seco e eleva as temperaturas no Sudeste 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Temperaturas sobem nesta sexta-feira, com calor predominando no Rio, em São Paulo e em Minas Gerais. No Sul, a aproximação de uma frente fria aumenta o risco de temporais. À esquerda, previsão das mínimas; à direita, das máximas — Foto: Inmet/CPTEC RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 11:44 Frente fria traz temporais ao Sul; Sudeste enfrenta calor e seca Uma frente fria provoca temporais, vento e granizo no Rio Grande do Sul, enquanto um bloqueio atmosférico mantém o tempo seco e quente no Sudeste do Brasil, especialmente no Rio, SP e MG. No Norte, calor e umidade causam chuvas típicas da tarde, enquanto no Sul, a combinação de ar quente e frio aumenta a instabilidade. A baixa umidade preocupa o interior, especialmente no Centro-Oeste. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A sexta-feira será marcada pelo contraste entre o tempo seco que predomina no Sudeste e no Centro-Oeste e o aumento da instabilidade no extremo Sul do país. A atuação de uma área de alta pressão continua bloqueando o avanço das frentes frias sobre o Sudeste, mantendo o tempo firme no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais. Enquanto isso, uma corrente de ar quente e úmido que avança da Amazônia alimenta a formação de nuvens carregadas sobre o Rio Grande do Sul, onde há risco de temporais entre a noite de sexta e a madrugada de sábado. No Rio, em São Paulo e em Minas, o bloqueio atmosférico favorece dias ensolarados, poucas nuvens e ausência de chuva. As manhãs seguem com temperaturas mais amenas, mas o calor volta a ganhar força ao longo da tarde, em um cenário típico do inverno, quando a estiagem se intensifica sobre grande parte do Sudeste. — O que vai prevalecer praticamente em todo o país é o calor. Esse fluxo de ar quente e úmido vindo do Norte está dominando boa parte do Brasil e impede que o frio avance sobre o Sudeste neste momento — explica a meteorologista Andrea Ramos. Frio no Rio de Janeiro: cidade registra menor temperatura do ano. 1 de 8 Manhã de frio e chuva no Rio — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 2 de 8 Frio no Rio - Cidade registra menor temperatura do ano — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Dia frio e com chuva no Rio de Janeiro — Foto: Márcia Foletto 4 de 8 Frio no Rio - Cidade registra menor temperatura do ano — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 8 Publicidade 5 de 8 Frio no Rio - Cidade registra menor temperatura do ano — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 6 de 8 Nas praias, é difícil encontrar corajosos que encarem o frio — Foto: Fabiano Rocha X de 8 Publicidade 7 de 8 Frente fria chegou à cidade no final de semana. Na foto, a praia de Copacabana. — Foto: Márcia Foletto 8 de 8 Praia de Ipanema em dia frio — Foto: Hermes de Paula X de 8 Publicidade Segundo a especialista, a massa de ar quente também contribui para elevar as temperaturas em boa parte do Centro-Sul. A combinação entre céu aberto e ar seco favorece uma grande amplitude térmica, com diferença acentuada entre as temperaturas registradas no início da manhã e durante a tarde. — A gente tem uma massa de ar seco dando suporte para pouca nebulosidade. Com isso, há maior ganho de calor durante o dia e perda de calor à noite, o que aumenta essa diferença entre as temperaturas da manhã e da tarde — afirma. A situação muda no Sul do país. A entrada do ar quente e úmido transportado da Amazônia encontrará uma massa de ar mais frio sobre a região, criando condições para a formação de áreas de instabilidade. Embora a sexta-feira ainda tenha chuva mais irregular, os modelos indicam que os temporais ganham força entre a noite e a madrugada de sábado, principalmente no sul do Rio Grande do Sul. — Esse encontro entre o ar quente e o ar frio favorece a formação de nuvens de tempestade. Há possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e até queda localizada de granizo, mas o maior risco fica concentrado no sul do estado gaúcho — diz Andrea Ramos. No restante do país, o calor continua predominando. No Norte, a combinação entre altas temperaturas e elevada umidade mantém as pancadas típicas da tarde, provocadas pela convecção. As chuvas podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento, especialmente em áreas da Amazônia. Já no Nordeste, cavados em níveis médios da atmosfera favorecem chuva sobre a faixa litorânea. Os maiores acumulados são esperados entre a Paraíba, o litoral sul de Pernambuco e Alagoas, onde a nebulosidade permanece mais presente ao longo do dia e há condições para precipitação em alguns momentos. A baixa umidade também continua chamando atenção em parte do interior do país. Os menores índices devem ser registrados principalmente entre Tocantins e áreas do Centro-Oeste, onde a umidade relativa do ar pode variar entre 21% e 30% durante a tarde. — Ainda não estamos no período mais crítico da estiagem, que normalmente acontece em agosto, mas já começamos a observar uma redução importante da umidade em algumas áreas do país. No Sudeste, o bloqueio atmosférico continua mantendo o tempo seco e afastando as frentes frias — conclui a meteorologista.