A Espanha terá pela frente, na luta pelo título da Copa do Mundo, um time liderado em campo por um velho conhecido e fora dele por outro. O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, e o craque do time, Lionel Messi, têm relações profundas com o país que tentarão castigar no próximo domingo (19), nos arredores de Nova York.

No caso do atleta de 39 anos, a ligação se iniciou aos 13, quando ele desembarcou nas categorias de base do Barcelona. Deixou o clube mais de duas décadas depois, estabelecido como um de seus grandes ídolos e como um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos.

Entre a chegada e a saída da Espanha, Messi esteve perto de vestir a camisa da seleção nacional. O garoto não demorou a mostrar sua incomum habilidade e era cortejado pela RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol).

Foi nessa época que o ex-goleiro Claudio Vivas, que atuava como auxiliar técnico de Marcelo Bielsa na seleção principal argentina, recebeu imagens do jovem boleiro de Rosário. Elas foram repassadas a Hugo Tocalli, técnico de base.

"Ele passava de zero a cem em dois segundos", recordou diversas vezes Tocalli, que assumiu a missão de assegurar que o garoto vestisse a camisa alviceleste.