Segundo o ministro da Fazenda, a política econômica de um país é feita para seus cidadãos, e não para atender a secretário de Estado de outro país Dario Durigan, ministro da Fazenda: o governo 'não vai se dobrar a interesses estrangeiros' — Foto: Foto: Wenderson Araujo/Valor O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou como "inadmissível" qualquer tentativa de interferência externa – seja política, econômica ou de qualquer outra natureza –, para constranger o Brasil. Segundo ele, a política econômica do país deve ser formulada em benefício da população, e não para atender a “secretário de Estado de outro país”, disse ele, embora sem citar nome, referindo ao auxiliar de Donaldo Trump. Ministro subiu o tom e citou soberania do Brasil, “sem viralatismo”. Na madrugada desta quinta-feira (16), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao sugerir que o tarifaço imposto pelos EUA são um preço a ser pago pelo “ego” do presidente nas negociações. Na avaliação de Durigan, a medida adotada pelos Estados Unidos está baseada em uma "motivação falsa" e fere o senso mais básico de patriotismo, especialmente quando o tema é explorado pela oposição com objetivos eleitorais. Como evidência de que as economias brasileira e norte-americana são complementares, o ministro citou a decisão do próprio Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de ampliar a lista de exceções às tarifas, que já supera 2 mil itens considerados essenciais para a economia americana. Durigan afirmou ainda que o governo seguirá aberto à diplomacia e à negociação com os Estados Unidos e com qualquer outro país, desde que o Brasil seja tratado com o devido respeito. Ao mesmo tempo, reforçou que o governo "não vai se dobrar a interesses estrangeiros", reiterando que protegerá o Pix, a geologia, a soberania nacional e os interesses brasileiros, “sem viralatismo”, disse. Pix, Rua 25 de Março e redes sociais na mira dos EUA O governo americano publicou, na noite desta quarta-feira (15), a resolução que estabelece tarifa de 25% sobre produtos exportados pelo Brasil. A tarifa, baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, entrará em vigor na próxima quarta-feira (22). A Seção 301 é um instrumento previsto na Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, que autoriza o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) a apurar práticas que supostamente prejudicam o comércio internacional americano. A investigação contra o Brasil, feita nos termos da Seção 301, abrange um conjunto amplo de temas. Entre os pontos citados, estão, por exemplo, o Pix, a comercialização de produtos falsificados em centros populares como a Rua 25 de Março e alegações de restrições a redes sociais americanas.
Brasil protegerá o Pix, a geologia e a soberania nacional 'sem viralatismo', diz Durigan
Segundo o ministro da Fazenda, a política econômica de um país é feita para seus cidadãos, e não para atender a secretário de Estado de outro país








