O ex-CEO de uma operadora de rodovias italiana foi condenado a 12 anos de prisão por um tribunal italiano nesta quinta-feira (16) por falhas que contribuíram para o desabamento de uma importante ponte em Gênova em 2018, que matou 43 pessoas.

O ex-executivo, Giovanni Castellucci, comandava a operadora de rodovias Autostrade per l'Italia, que administrava a ponte —batizada em homenagem ao seu projetista, Riccardo Morandi— quando a estrutura ruiu em 14 de agosto de 2018.

O desastre se tornou motivo de constrangimento nacional, levantando alertas sobre a infraestrutura envelhecida da Itália. Uma investigação sobre as causas se expandiu para avaliar centenas de pontes, túneis e viadutos em todo o país, levando alguns deles a serem fechados.Desde julho de 2022, Castellucci estava sendo julgado junto com outros 56 réus, incluindo outros funcionários da empresa e servidores públicos do Ministério dos Transportes. Castellucci foi condenado por negligência e homicídio culposo, e os promotores haviam pedido uma pena de cerca de 18 anos.

Dos outros réus, 31 foram considerados culpados de negligência, homicídio culposo e outros crimes, incluindo falsificação de documentos, e também receberam sentenças nesta quinta-feira variando de 1 ano e 11 meses a 12 anos. Todos negaram irregularidades e podem recorrer das condenações. Outros 25 foram absolvidos.