Alerta contundente consta em relatório do Gabinete do Inspetor-Geral, divulgado um dia após um ex-consultor sênior do Fed ter sido condenado a mais de três anos de prisão Sede do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), em Washington — Foto: Samuel Corum/Bloomberg O órgão de fiscalização interna do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) alertou, nesta quinta-feira (16), que o BC precisa fazer mais para proteger informações econômicas sensíveis que são alvo de interesse de adversários estrangeiros. O alerta contundente consta em um novo relatório do Gabinete do Inspetor-Geral, divulgado um dia após um ex-consultor sênior do Fed ter sido condenado a mais de três anos de prisão por mentir a investigadores federais que apuravam se ele havia compartilhado dados confidenciais com agentes de inteligência chineses. Em seu relatório, o Gabinete do Inspetor-Geral afirmou que a gestão de riscos do Fed não está identificando ameaças aos seus dados e informações proprietários e que a instituição carece de um processo para identificar ativos críticos e riscos internos. O órgão de fiscalização constatou também que o banco central não dispõe de treinamento adequado nem de processos de compartilhamento de informações. "As informações econômicas proprietárias do Conselho são de grande interesse para adversários estrangeiros que buscam minar a competitividade dos EUA e enfraquecer a segurança nacional", diz o relatório do Inspetor-Geral. "Riscos também podem surgir de dentro — por exemplo, um funcionário que, consciente ou inconscientemente, compartilha informações sensíveis com agentes estrangeiros." O Inspetor-Geral fez nove recomendações sobre como o banco central deve se proteger, incluindo formas de definir os ativos críticos do Conselho do Fed e avaliar riscos. O ex-consultor do Fed John Harold Rogers, de 64 anos, foi condenado em julgamento em 3 de fevereiro por prestar declarações falsas a investigadores sobre o compartilhamento de informações de política monetária e recebeu a sentença nesta quarta-feira (15). Ele foi absolvido da acusação de conspiração para cometer espionagem econômica.