A 23ª Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino chega ao fim no domingo com novos recordes, como vem acontecendo nas últimas edições. Um deles é o exponencial aumento de conteúdo de ódio relacionado ao Mundial nas redes sociais: 89 mil publicações consideradas abusivas foram detectadas somente durante a fase de grupos, número 13 vezes superior ao torneio disputado no Qatar em 2022.

Desse total, 11% foram classificadas como discriminação racial —segundo a Fifa, "os dados mostram uma direção preocupante em relação a abusos com essa motivação". As informações são do Serviço de Proteção às Redes Sociais (SMPS) da entidade, que examinou mais de 6 milhões de postagens utilizando inteligência artificial e análise humana.

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Entre os exemplos mais abjetos estão as ofensas racistas contra Kylian Mbappé, publicadas em uma rede social por uma senadora paraguaia Celeste Amarilla, após a eliminação dos latinos nas oitavas de final. Também por meio de uma mídia social, o atacante francês rebateu as palavras infames da política, afirmando que ela seria indigna do cargo que ocupa.