Desde maio, ele enfrentou duas internações, cirurgia e uma transferência de Mato Grosso para São Paulo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cacique Raoni enfrentou pneumonia e hemorragia digestiva durante internação médica — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 17:38 Cacique Raoni Recebe Alta Após Dois Meses de Internação em SP Cacique Raoni Metuktire, líder indígena nonagenário, recebeu alta do Hospital São Paulo após dois meses de internações devido a complicações de saúde, incluindo pneumonia e hemorragia digestiva. Desde maio, ele passou por cirurgia e transferência de Mato Grosso para São Paulo. Ao longo do tratamento, Raoni apresentou melhora progressiva, conseguindo respirar e se alimentar normalmente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O cacique nonagenário Raoni Metuktire recebeu alta médica na manhã desta quarta-feira (15), informou o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde ele seguia internado. O líder indígena passou dois meses de sucessivas complicações de saúde. No comunicado divulgado nesta tarde, consta que ele "mantém quadro clínico estável" Desde maio, o líder indígena enfrentou um quadro de pneumonia aspirativa, obstrução intestinal alta, passou por uma cirurgia para desobstrução do intestino e sofreu dois episódios de hemorragia digestiva. Os últimos informes médicos afirmavam que Raoni apresentava melhora progressiva, estando consciente, respondendo a comandos, respirando em ar ambiente, além de se alimentar por via oral e apresentar redução da tosse. A trajetória de recuperação, no entanto, foi marcada por duas internações, transferência de Mato Grosso para São Paulo e uma série de intercorrências que exigiram cuidados intensivos. A seguir, veja a cronologia da evolução do quadro de saúde do líder indígena. Conheça o trabalho do Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) e do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas (ASPIN) 1 de 11 Dr. Clayton Coelho em atendimento em aldeia dos indígenas Wauja — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 2 de 11 Paciente indígena passa por exame de imagem no Hospital São Paulo, que atende casos de média e alta complexidade. — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Atendimento a paciente indígena no Hospital São Paulo, referência nacional em assistência especializada aos povos indígenas. — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 4 de 11 Fachada do Hospital São Paulo, na capital paulista, onde o cacique Raoni Metuktire está internado. — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 5 de 11 Dr. Douglas Rodrigues em atendimento em aldeia dos indígenas Wauja — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 6 de 11 Pesquisa ação entre os indígenas Kawaiete — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 7 de 11 Oficina de Saúde da Mulher entre os indígenas Wauja — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 8 de 11 Dr. Douglas Rodrigues em consulta com os indígenas Kaiabi — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 9 de 11 Cuidados entre os indígenas Mehynako — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP 10 de 11 Vacinação entre os indígenas Ikpeng — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP X de 11 Publicidade 11 de 11 Pesquisa ação entre os indígenas Yudjá — Foto: Acervo Projeto Xingu - UNIFESP Hospital que trata Raoni acumula seis décadas de experiência na saúde indígena e já realizou mais de 35 mil atendimentos Da primeira internação à recuperação: veja a linha do tempo 14 de maio – Raoni foi internado no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT), após apresentar complicações respiratórias e gastrointestinais. Segundo os médicos, ele chegou em estado grave, com desidratação, sonolência intensa, abdômen distendido e ausência de diurese. Antes da internação, havia sofrido episódios de vômito, tosse persistente, dor abdominal e expectoração com pequena quantidade de sangue. Exames apontaram alteração da função renal, sinais de infecção grave, pneumonia broncoaspirativa com suspeita de sepse de origem pulmonar e suboclusão gástrica. Raoni foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebeu hidratação venosa, antibióticos de amplo espectro e suporte intensivo. 18 de maio – Após quatro dias de tratamento intensivo, o Hospital Dois Pinheiros informou que o cacique apresentava evolução clínica favorável. Ele estava sem febre, aceitava melhor a alimentação e permanecia estável, sem novas intercorrências, embora continuasse internado na UTI sob monitoramento contínuo da equipe multidisciplinar. 21 de maio – Depois de uma semana de internação, cinco dias deles na UTI, Raoni recebeu alta médica. Segundo o hospital, o líder indígena apresentou melhora significativa dos quadros respiratório e gastrointestinal e deixou a unidade afebril e sem sintomas. Em razão da idade avançada e das comorbidades, entre elas doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), insuficiência cardíaca, uso de marcapasso e hérnia diafragmática, foi orientado a manter acompanhamento especializado, fisioterapia respiratória diária, tratamento medicamentoso e suporte domiciliar. Cacique Raoni e sua equipe médica durante alta de líder indígena no fim de maio — Foto: Reprodução 19 de junho – Cerca de um mês após a alta, Raoni voltou a ser internado e foi transferido do Hospital Dois Pinheiros para o Hospital São Paulo, da Unifesp, para dar continuidade ao tratamento em uma unidade de referência cirúrgica. No momento da transferência, encontrava-se lúcido, consciente, respirando espontaneamente, sem necessidade de ventilação mecânica e em condições clínicas consideradas estáveis para o transporte aéreo. 20 de junho – Já na Unifesp, o cacique foi submetido a uma cirurgia para desobstrução intestinal, após dar entrada com quadro de obstrução intestinal alta associado à pneumonia aspirativa. O procedimento foi realizado para restabelecer o trânsito intestinal, e o paciente permaneceu sob acompanhamento das equipes especializadas. Cacique Raoni é transferido para São Paulo para dar continuidade a tratamento de infecção pulmonar — Foto: Divulgação 30 de junho – Durante a internação no Hospital São Paulo, Raoni apresentou o primeiro episódio de hemorragia digestiva. Segundo a equipe médica, o sangramento foi prontamente controlado, e o paciente permaneceu sob acompanhamento intensivo da equipe da Unifesp. 10 de julho – Dez dias depois, o cacique voltou a apresentar um novo episódio de hemorragia digestiva, novamente controlado pela equipe médica. No boletim divulgado no dia seguinte, o hospital informou ainda que ele apresentava leve piora da função renal e tosse com secreção, permanecendo consciente, respirando em ar ambiente e aceitando alimentação por via oral. 12 de julho – Novo boletim apontou melhora da função renal e da tosse, mantendo o paciente consciente, estável e alimentando-se normalmente por via oral. 13 de julho – O Hospital São Paulo informou que Raoni evoluia de forma positiva. Segundo a equipe médica, ele permanece consciente, responde a comandos, respira em ar ambiente, apresenta boa aceitação da dieta oral e melhora progressiva da tosse. 15 de julho - Em nota, o Hospital São Paulo (HSP/Unifesp) informou que Raoni "mantém quadro clínico estável e recebeu alta na manhã" deste dia.