Partida é considerada pelo FBI a de mais alto risco da Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Forte esquema de segurança marca semifinal entre Inglaterra e Argentina pela Copa do Mundo — Foto: Rafael Oliveira / O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 15:42 Segurança máxima na semifinal Inglaterra x Argentina em Atlanta A semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina em Atlanta é marcada por um forte esquema de segurança, considerado pelo FBI como o de maior risco do torneio, devido à histórica rivalidade desde a Guerra das Malvinas. Autoridades e uma federação de veteranos argentinos apelam para que o confronto seja visto apenas como futebol, sem incitar discursos de ódio ou xenofobia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ao invés do clima festivo, a entrada dos torcedores no estádio de Atlanta para o duelo entre Argentina e Inglaterra pela semifinal da Copa do Mundo é marcada pelo forte esquema de segurança montado pelas autoridades. Muitas viaturas e policiais armados (alguns com fuzis) tomam conta da chegada do público. Partida é considerada pelo FBI a de mais alto risco da Copa do Mundo — Foto: Rafael Oliveira / O GLOBO O jogo foi considerado pelo FBI como o de maior risco deste Mundial. A forte rivalidade entre argentinos e ingleses, existente desde a Guerra das Malvinas, em 1982, preocupa. Partida entre Inglaterra e Argentina é considerada pelo FBI a de mais alto risco da Copa do Mundo — Foto: Rafael Oliveira / O GLOBO Os dias que antecederam a partida já registraram brigas. Principalmente em Miami, onde há grande comunidade do país sul-americano e os britânicos foram acompanhar a partida contra os noruegueses, pelas semifinais. Partida entre Inglaterra e Argentina é considerada pelo FBI a de mais alto risco da Copa do Mundo — Foto: Rafael Oliveira / O GLOBO Para mitigar as desavenças políticas, uma federação argentina de veteranos da Guerra das Malvinas fez um apelo para que os torcedores tratem o confronto apenas como uma partida de futebol. O pedido é para que não utilizem o jogo como palco para reivindicações sobre a soberania das ilhas. Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Federação de Veteranos da Guerra de 2 de Abril afirmou que o duelo "não é uma revanche armada nem uma compensação histórica" e pediu que a memória dos soldados argentinos mortos no conflito de 1982 seja homenageada sem incentivar discursos de ódio ou xenofobia. — A soberania é defendida nos fóruns internacionais por meio da diplomacia, da verdade histórica e da reivindicação pacífica e inegociável consagrada em nossa Constituição Nacional. Consideramos essencial traçar uma linha clara e inabalável entre a paixão esportiva e a causa nacional. A bola rola, o orgulho por nossas cores se multiplica, mas a memória permanece intacta — escreveu a Federação. Nota oficial da Federação de Veteranos de Guerra de 2 de Abril — Foto: Reprodução A entidade também ressaltou a importância de separar a rivalidade esportiva da disputa territorial. — Consideramos essencial traçar uma linha clara e inabalável entre a paixão pelo esporte e a causa nacional. A bola rola, o orgulho pelas nossas cores se multiplica, mas a memória permanece intacta — escreveu. A Guerra das Malvinas foi travada entre Argentina e Reino Unido em 1982 pela posse das ilhas, conhecidas pelos britânicos como Falklands e pelos argentinos como Malvinas. O conflito durou pouco mais de dois meses e deixou 649 militares argentinos e 255 britânicos mortos.