O julgamento coletivo contra chefes da gangue Mara Salvatrucha (MS-13), em El Salvador, terminou na terça-feira (14), após três meses de audiências. A Promotoria pediu milhares de anos de prisão para os réus.
Foi o primeiro julgamento em massa contra a liderança da gangue, incluindo os 22 membros da chamada "ranfla histórica", a cúpula do grupo formada por veteranos dessa organização criminosa que é alvo de operações durante a guerra contra as gangues do governo de Nayib Bukele.
O processo teve início em 20 de abril, com 485 réus, e foi acompanhado virtualmente pelos acusados, entre eles cerca de 220 líderes de facções mantidos no Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), o megapresídio de segurança máxima de El Salvador.
Antes de proferir a sentença, o Tribunal Contra o Crime Organizado deverá analisar um extenso processo formado por 650 gravações de áudio e 22 mil páginas de documentos, entre eles relatórios policiais, álbuns fotográficos, autópsias e laudos apresentados pela Promotoria.
A maior parte dos acusados já cumpre penas que, na prática, equivalem à prisão perpétua.











