Campanha petista vai mirar na perda de credibilidade do senador, explorando contradições na conduta de Flavio Bolsonaro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores no Palácio do Planalto — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 10:58 Campanha de Lula mira rejeição a Flávio Bolsonaro e conflitos familiares A campanha de Lula focará na rejeição a Flávio Bolsonaro, que subiu para 57%, atacando suas contradições com o Banco Master e conflitos familiares, especialmente com Michelle Bolsonaro. Apesar de uma investigação afetar Jaques Wagner, aliado de Lula, a expectativa é que o impacto seja atenuado até as eleições. Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, com rejeição em queda devido a medidas populares do governo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai explorar a rejeição a Flávio Bolsonaro, que chegou a 57%, segundo a pesquisa Quaest, com novos ataques que miram a relação do adversário com o caso Master e os desgastes provocados pela briga dele com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Aliados de Lula, por outro lado, identificaram um ponto de atenção no dado que aponta que 37% dos eleitores veem impacto negativo na campanha das investigações envolvendo o ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner e o caso Master. A rejeição a Flávio era de 52% em abril, antes da sucessão de crises no seu entorno, e aliados de Lula atribuem o aumento aos desgastes. A estratégia petista vai mirar nas contradições de Flávio na relação com Banco Master, mostrando que o senador acusa adversários de envolvimento com banco, enquanto é "amigo" de Daniel Vorcaro. A briga com Michelle Bolsonaro também será usada para desgastá-lo, com o argumento de que defende valores cristãos, mas briga com a própria família, com ataques à madrasta, que é mãe de sua irmã mais nova. A mesma linha será usada para contrapor a defesa de Flávio sobre segurança pública: defende rigor no tema, mas tem aliados políticos com supostas ligações com crime organizado. A conduta de "vai e volta" de Flávio Bolsonaro sobre temas ditará o ritmo dos ataques até o registro da candidatura do presidenciável do PL. Depois, petistas prometem aumentar a artilharia contra ele e tentar ampliar a distância do senador para Lula. A pesquisa mostra que cenário de segundo turno, o petista aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do senador. Sobre a demonstração de que a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado, atinge a campanha, a avaliação é que o levantamento identificou perda de voto para Lula e que a distância do episódio até a data da eleição pode ajudar a dissolver o assunto. Aliados de Lula apontam que, diante da pergunta de que se a operação prejudica o presidente, é natural que um terço das pessoas avaliem que sim. A aposta, porém, é que isso pode não se traduzir em desgaste direto a Lula nas próximas semanas. A três meses da eleição, o levantamento mostra que Lula é aprovado por 48% dos brasileiros, contra 47% que desaprovam. Trata-se da primeira vez, desde dezembro de 2024, que o índice positivo é numericamente superior. Já a rejeição de Lula recuou três pontos entre junho e julho (53% a 50%). Petistas veem claro efeito do pacotão de bondades do governo empreendido nos últimos meses, como o Desenrola 2.0, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, fim da Taxa das Blusinhas e ampliação de crédito.
Pesquisa Quaest: Lula vai explorar rejeição a Flávio com ataques sobre casos Master e Michelle após sinal de flanco por Jaques Wagner
Campanha petista vai mirar na perda de credibilidade do senador, explorando contradições na conduta de Flavio Bolsonaro






