Warren Buffett excluiu a Fundação Gates de sua doação anual de ações nesta terça-feira (14). O icônico presidente da Berkshire Hathaway direcionou quase US$ 6 bilhões (R$ 30,4 bi) em papéis para quatro instituições de caridade ligadas à família.

Buffett, que completará 96 anos em agosto, também confirmou que sua participação restante na empresa será direcionada às quatro fundações ligadas à família dentro de oito anos.

A ausência da Fundação Gates ocorre após revelações sobre os vínculos de Bill Gates com Jeffrey Epstein, que vieram à tona pela divulgação de materiais da investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o criminoso sexual.

Buffett disse em março que não havia falado com Gates, cofundador da Microsoft, desde que "toda a história veio à tona", em referência ao escândalo Epstein. Ele acrescentou que não queria estar em uma posição na qual pudesse ser chamado como testemunha na investigação de Epstein.

Mark Suzman, diretor-executivo da Fundação Gates, disse aos funcionários em fevereiro que as comunicações entre funcionários da instituição de caridade e Epstein sobre um plano de arrecadação de fundos foram "profundamente perturbadoras e deprimentes" e "não deveriam ter acontecido".