Guerra das Malvinas, em 1982, foi desencadeado pela reivindicação de soberania da Argentina sobre o arquipélago do Atlântico Sul e terminou com a vitória do Reino Unido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Scaloni pede para que não misturem semifinal entre Argentina e Inglaterra com disputa por arquipélago — Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 23:25 Scaloni: Foco no Futebol, Não na Guerra das Malvinas, para a Semifinal Lionel Scaloni, técnico da Argentina, pediu para não misturar a semifinal da Copa do Mundo contra a Inglaterra com a Guerra das Malvinas, ressaltando que é apenas uma partida de futebol. Scaloni destacou o entusiasmo da equipe e descartou preocupações com cansaço. Ele planeja neutralizar jogadores-chave ingleses como Kane e Bellingham, enquanto elogia a Espanha, que se classificou para a final. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, pediu nesta terça-feira para que não misturem a rivalidade futebolística entre Argentina e Inglaterra com a Guerra das Malvinas, antes da partida da semifinal da Copa do Mundo entre as duas seleções, em Atlanta, nos Estados Unidos. O confronto entre argentinos e ingleses, uma das maiores rivalidades do futebol, está intrinsecamente ligado à vitória por 2 a 1 dos sul-americanos nas quartas de final do mundial de 1986, no México, marcada por dois gols icônicos de Diego Maradona: a "Mano de Dios" e o "Gol do Século". Muitos argentinos, incluindo o próprio falecido craque, viam aquele triunfo como uma forma de revanche e uma reparação simbólica pelos compatriotas que perderam a vida pelas mãos dos britânicos durante a Guerra das Malvinas, em 1982. O conflito armado, desencadeado pela reivindicação de soberania da Argentina sobre o arquipélago do Atlântico Sul, terminou com a vitória do Reino Unido e um saldo de 649 argentinos e 255 britânicos mortos. "É uma partida de futebol. Não posso misturar as coisas, especialmente por respeito ao que aconteceu há tantos anos. Foi um período muito triste da nossa história, e não há muito o que possamos fazer a respeito. Essa é a realidade", disse o técnico na coletiva de imprensa pré-jogo em Atlanta. "E é uma partida de futebol, é só isso. Portanto, misturar as duas coisas seria uma loucura", acrescentou. "Lembramos daquelas pessoas, sem dúvida, mas isto é uma partida de futebol. Não devemos nos confundir quanto aos tempos em que vivemos." Malvinas ou Falklands? 1 de 5 Militar com metralhadora usada em ataques aéreos argentinos durante a Guerra das Malvinas — Foto: Arquivo 2 de 5 Primeira-ministra britânica, Margareth Tatcher, visita tropas britânicas durante a guerra — Foto: Arquivo X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Avião Vulcan interceptados por dois caças da FAB em espaço brasileiro, com destino às Malvinas — Foto: Arquivo 4 de 5 Décadas depois, paisagem rural fica próxima à Port Stanley — Foto: Simone Marinho X de 5 Publicidade 5 de 5 Décadas depois da guerra, Baía de San Carlos, na Argentina — Foto: Simone Marinho Conflito entre Argentina e Inglaterra por arquipélago ocorreu em 1982 "Entusiasmo intacto" Quanto à semifinal, cujo vencedor enfrentará a Espanha pelo título no domingo, Scaloni afirmou que o entusiasmo de sua equipe permanece 'intacto', por estar perto de disputar sua segunda final de Copa do Mundo consecutiva. Ele descartou a ideia de que o cansaço possa afetar os atuais campeões, ressaltando que a magnitude da partida deixa essas preocupações "em segundo plano". Scaloni também confirmou que conta com todo o elenco à disposição para enfrentar os ingleses, que buscam chegar a uma final pela primeira vez em seis décadas. "É verdade que já disputamos uma semifinal antes, mas a sensação é de que não. Estamos tão felizes, ansiosos e animados de poder proporcionar ao nosso povo a alegria de ver sua seleção dar tudo de si em campo", comentou. A Argentina tem enfrentado dificuldades consideráveis na fase de mata-mata do torneio, mas vem contando com um Lionel Messi decisivo, que enfrentará a seleção inglesa pela primeira vez em sua carreira. A festa e expectativa da torcida argentina nos Estados Unidos 1 de 10 Tambor de um torcedor argentino em homenagem a Diego Maradona no Mill Creek Park, em Kansas City, Missouri — Foto: Getty Images via AFP 2 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP 4 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP 6 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP 8 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP 10 de 10 Torcedores da Argentina se reúnem no Mill Creek Park, em Kansas City — Foto: Getty Images via AFP X de 10 Publicidade Os ingleses também enfrentaram momentos difíceis ao longo do torneio, mas encontraram a salvação em Harry Kane e Jude Bellingham, que marcaram seis gols cada. "Sem dúvidas tentaremos neutralizá-los usando nossas próprias armas e impedir que façam um bom jogo. Mas temos um plano de jogo em mente e esperamos executá-lo amanhã", afirmou Scaloni. "A Inglaterra também tem bons jogadores, mas é uma equipe muito mais explosiva, digamos assim. Eles têm pontas velozes e jogadores que se destacam no mano a mano [...]. Mas tentaremos manter a posse de bola, que é o mais importante, e então, com algumas nuances táticas, tentaremos pegá-los de surpresa." Scaloni também elogiou a Espanha, que derrotou a França por 2 a 0 nesta terça-feira e se classificou para sua segunda final de Copa do Mundo na história. A primeira foi na África do Sul, em 2010, quando conquistaram seu único título mundial. "Eles vêm ganhando força e, na minha opinião, fizeram hoje a sua partida mais completa da Copa do Mundo. Portanto, parabéns a eles, pois foi uma vitória totalmente merecida", observou.