Informação consta em portaria do dia 6 de julho deste ano assinada pelo presidente Adeilson Ribeiro Telles, cuja indicação foi pivô de conflito na legenda 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 André Ceciliano com Ludimilla — Foto: Reprodução/Redes sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 18:18 Nomeação de Ludimilla Ceciliano na Nuclep gera tensão no PT-RJ A nomeação de Ludimilla Ramalho Ceciliano para a Nuclep gerou tensão no PT do Rio. Esposa do ex-secretário André Ceciliano, Ludimilla assumiu um cargo com salário de R$ 39 mil. A escolha do presidente da Nuclep, Adeilson Telles, apontada como ação do grupo de Ceciliano, foi criticada por Washington Quaquá, que lembrou a prisão de Telles em 2018. A decisão expôs divisões dentro do partido. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A médica Ludimilla Ramalho Ceciliano, mulher do ex-secretário de Assuntos Legislativos da Secretário de Relações Institucionais do governo Lula André Ceciliano, foi nomeada para o cargo de assessora da Diretoria-Executiva da estatal Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep). A informação consta em portaria do dia 6 de julho deste ano, assinada pelo presidente Adeilson Ribeiro Telles. A escolha de Telles para chefiar a empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia, em dezembro, alimentou racha interno no PT do Rio. Como mostrou o GLOBO, uma ala do diretório estadual afirma que a indicação de Telles ocorreu por pedido do grupo político ligado a André Ceciliano. Segundo o portal Metrópoles, a remuneração prevista para o cargo ocupado por Ludimilla é de R$ 39 mil. A função exercida hoje pela médica na Nuclep é administrativa. Procurado, André Ceciliano negou a existência de caráter político na nomeação: — Nem a indicação nem a escolha foram minhas. Ludmilla tem qualificação para o cargo, não interfiro na vida profissional dela — afirmou ao GLOBO. Portaria do dia 6 de julho — Foto: Reprodução Já Ludmilla diz ter pós-graduação em medicina do trabalho. Ela argumenta que tem um "currículo extenso" e "nunca parou de estudar". "Tenho compromisso e responsabilidade", completou. A reportagem procurou a Nuclep, mas não teve retorno até a publicação. O texto será atualizado em caso de resposta. Racha no PT Em janeiro, o vice-presidente nacional da sigla e prefeito de Maricá, Washington Quaquá criticou a escolha de Telles para presidir o Nuclep. Quaquá alega que a prisão de Telles em 2018, no âmbito da Operação Rizoma da Polícia Federal (PF), que apurou desvio de recursos de fundos de pensão, poderá desgastar a imagem do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em paralelo à corrida eleitoral de 2026. O prefeito de Maricá afirmou ter havido uma escolha da então ministra das Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT) sem a consulta do ministro Alexandre Silveira (PSD), titular de Minas e Energia. Dirigentes petistas ouvidos pela reportagem, por outro lado, atribuem a escolha a Silveira. Segundo Quaquá, a indicação de Telles ocorreu por um pedido da ala fluminense do partido ligada ao deputado federal Lindbergh Farias e Ceciliano. O cargo ocupado por Ceciliano no governo à época era vinculado à pasta gerida por Gleisi. Ele deixou o posto para disputar uma cadeira de deputado estadual. Aliados de Lindbergh afirmam que a escolha de Telles foi “natural” diante da atuação que ele já exercia na empresa. Ele ingressou na Nuclep em 2023 e ocupava a função de Gerente-Geral da Presidência desde maio de 2024.
Mulher de ex-secretário de Lula ganha cargo em estatal e alimenta racha no PT do Rio
Informação consta em portaria do dia 6 de julho deste ano assinada pelo presidente Adeilson Ribeiro Telles, cuja indicação foi pivô de conflito na legenda






