"Tem gente aqui trabalhando duro!". Assim seguem as buscas na Venezuela 20 dias após terremotos que abalaram o país: com as próprias mãos.

A maior parte das equipes internacionais de resgate já foi embora. Mas os esforços seguem concentrados na remoção de escombros e na localização de corpos ainda soterrados.

Além da assistência a dezenas de milhares de desabrigados e desalojados.

"Não consigo retirar minha família dali. Isso é o mais difícil. Tudo o que eu quero é minha família: meu filho, meu neto e minha nora. É a única coisa que eu peço a Deus. O que aconteceu, aconteceu. Mas eu quero receber os corpos dos meus familiares. Isso é o mais difícil para mim. O resto... peço apenas forças para continuar vivendo, porque não tenho forças para mais nada", diz Silvana Aguilera, mãe de um desaparecido.

Segundo um balanço divulgado pelo governo venezuelano: o número de mortos passa dos quatro mil.