14/07/2026 14h29 Atualizado há 27 minutos
O avanço do comércio eletrônico tem transformado a cadeia produtiva da moda brasileira. Segundo a pesquisa NuvemCommerce, divulgada pelo E-commerce Brasil, o setor registrou crescimento de 35% nas vendas online em 2025, movimentando R$ 2,9 bilhões e ultrapassando 10 milhões de produtos vendidos.
A Statista projeta que a receita do segmento alcance US$ 8,47 bilhões no Brasil neste ano, com crescimento médio anual de 11,56% até 2029. Esse avanço também altera a dinâmica da indústria de confecção, que passa a responder a ciclos produtivos mais curtos, demandas por personalização e reposições mais frequentes.
As mudanças no consumo digital acontecem em um setor de grande relevância para a economia brasileira. Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) mostram que o setor movimentou R$ 221 bilhões em 2024, reúne 25,7 mil unidades produtivas formais e gera 1,34 milhão de empregos diretos. No mesmo período, a produção ultrapassou 8,4 bilhões de peças, reforçando a posição do Brasil como a maior cadeia têxtil completa do Ocidente.
A mudança no comportamento do consumidor também alterou a relação entre marcas e fornecedores. Para Dariele Ferreira, diretora comercial da Brunx Indústria Têxtil, a velocidade do ambiente digital fez com que a indústria deixasse de exercer apenas o papel de fabricante.







