A entidade sindical dos servidores do IBGE, a Assibge, anunciou a realização de assembleias até o fim de julho para discutir uma possível greve nacional a partir de 5 de agosto. O cronograma foi divulgado pela associação em uma nota nesta segunda (13).

A Assibge afirma que a paralisação tornou-se "inevitável" diante de uma série de "medidas precarizantes" e da "postura autoritária" da presidência do IBGE. Também diz que a direção se recusa a receber a representação dos trabalhadores, travando negociações.

A presidência do IBGE é ocupada por Marcio Pochmann desde agosto de 2023. O economista foi indicado pelo presidente Lula (PT), de quem é próximo.

A Folha pediu um posicionamento para a gestão do instituto por email às 11h04 desta terça (14), mas não recebeu retorno da assessoria de comunicação até a publicação desta reportagem.

A ameaça de greve marca um novo capítulo da crise interna que se arrasta no órgão desde 2024.