Há apenas uma semana, a Easa havia retirado o alerta anterior após alívio nas tensões regionais, mas cessar-fogo provisório com Irã foi declarado encerrado por Donald Trump Recomendação é evitar espaço aéreo de Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Golfo de Omã — Foto: Aaron Favila/AP A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (Easa, na sigla em inglês) restabeleceu e endureceu, nesta terça-feira (14), o alerta às companhias que operam no Oriente Médio, recomendando que evitem o espaço aéreo de Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e o Golfo de Omã após a retomada da guerra entre Estados Unidos e Irã. Há apenas uma semana, a Easa havia retirado o alerta anterior após um breve alívio nas tensões regionais, resultado do cessar-fogo provisório firmado por Teerã e Washington no mês passado, que foi declarado como "encerrado" pelo presidente americano, Donald Trump. O novo alerta, mais restritivo que o anterior, permanecerá em vigor até o dia 29 de julho. No aviso que havia sido retirado, a Easa recomendava apenas que as companhias operassem com cautela no espaço aéreo dos países citados, além de Israel, Jordânia, Omã e Arábia Saudita. "A presença de importantes instalações militares dos Estados Unidos na região aumenta a probabilidade de que os Estados abrangidos por este Boletim de Informações sobre Zona de Conflito possam ficar diretamente expostos a ataques iranianos com mísseis e drones", afirmou a Easa, citando também o risco de aeronaves civis serem identificadas erroneamente por sistemas de defesa antiaérea dos Estados Unidos e de outros países. O Irã disparou mísseis balísticos contra uma base aérea dos Estados Unidos na Jordânia nesta terça-feira, enquanto as forças americanas lançaram ondas de ataques pela terceira noite consecutiva, depois que Teerã anunciou, no sábado (11), o fechamento do Estreito de Ormuz. A medida levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a restabelecer um bloqueio à navegação iraniana e a propor a cobrança de uma taxa de 20% para garantir a segurança da hidrovia estratégica. Em paralelo, o alerta da agência europeia que recomenda às companhias aéreas não operarem no espaço aéreo do Irã, Iraque e Líbano foi prorrogado na semana passada até o fim de agosto.