Por Anna Luiza Santiago 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marcos Frota na época em que jogava futebol e atualmente — Foto: Arquivo pessoal e TV Globo Dez anos após uma participação na novela "Sol nascente", Marcos Frota se prepara para voltar ao ar na TV na série "Jogada de risco", do Globoplay. Ele conta como surgiu a oportunidade de participar do projeto: — Recebi uma ligação do departamento de elenco da Globo para uma entrevista de arquivo, falando sobre a minha trajetória na emissora. Senti um clima muito acolhedor. Logo em seguida, veio o convite para um teste para a série. Achei que seria algo informal. Quando cheguei ao estúdio, para minha surpresa, estavam o diretor, Bruno Safadi, e o próprio Cauã Reymond, que é o protagonista e idealizador do projeto. Bateu um nervosismo bom. A partir desse dia, criamos uma sinergia e uma cumplicidade real. Na trama, Frota interpreta Valdemar, o pai do protagonista, um ex-jogador de futebol, com quem tem uma relação bastante complicada. Ele fala sobre a parceria com Reymond nos bastidores e em cena: — O Cauã participou de todas as etapas de preparação e ensaios. Quando fomos gravar, estávamos prontos para entender aquele embate entre pai e filho, que mistura sentimentos de competição, raiva e amor. Senti um afeto muito grande por ele. O Cauã é muito disciplinado, e eu procurava me sentar perto dele nas gravações para conversarmos não só sobre as cenas, mas sobre a vida, a família e a profissão. É muito bacana ver um ator se consolidando e chamando para si a responsabilidade de propor conteúdo. O ator destaca que seu personagem não é um vilão, mas um homem que fez péssimas escolhas e tem uma leitura equivocada da realidade: — No fundo, ele ama esse filho, mesmo sendo um amor atrapalhado. Tentei humanizá-lo com as informações que eu tinha, sem fazer dele um super-herói, mas mostrando um cara à deriva, que tenta compensar o tempo perdido. Abordar o tema paternidade é algo que mexe com Frota. Ele é pai de quatro filhos: Amaralina, Apoena e Tainã, frutos do casamento com Cibele Ferreira, e Davi, com Carolina Dieckmann. Os três primeiros ele precisou criar sozinho após a morte trágica da mulher, em um acidente de trânsito: — Eu fui pai e mãe, mas com a peculiaridade de trabalhar muito. Enquanto meus filhos eram jovens, eu gravava uma novela atrás da outra, fazia cinema, teatro e estava implantando a Universidade do Circo. Convivi muito com a culpa da ausência, de não estar nos aniversários e nas festinhas do colégio. Ficam algumas lacunas. É o preço da carreira do artista. Na série, eu vi um pouco dessa dificuldade na formação que o Valdemar deu para o Maurício. Outro tema de "Jogada de risco" com o qual ele tem familiaridade é o mundo do futebol. Antes de se tornar ator, Frota foi jogador e, por pouco, seguiu carreira como atleta profissional: — Joguei em times de São Paulo. Eu era conhecido como Caneco, por causa de um drible que eu dava. O momento em que deixei de sonhar com o futebol foi aos 18 anos, quando fui me apresentar ao Exército. Como eu era bom de bola, já estava selecionado para jogar na seleção do Exército, o que era uma vitrine para os clubes. Mas, na fila, comecei a pensar se era aquilo mesmo que eu queria. Lembrei da minha mãe pedindo para eu fazer universidade. Quando o tenente perguntou se eu queria servir, eu disse que não. Saí dali com a responsabilidade de construir outra vida. Fui fazer teatro, depois entrei na Globo, e foi uma novela atrás da outra. Em setembro de 2025, Frota completou 70 anos. Ele fala sobre o momento atual de sua vida: — Estou em pleno setentão, com quatro filhos, quatro netos e 50 anos de carreira. Aos 70, você tem que dosar um pouco tudo e priorizar algumas questões. É preciso equilibrar o trabalho com o tempo que você dedica a si para poder dar conta de tudo. É muito bom olhar para trás e ver tudo o que construímos, os amigos que fiz, e tudo o que vivi nessa profissão tão linda. Eu já aprendi muito e errei muito também. Não acertamos o tempo todo. Mas aprendi com esses erros todos. Profissionalmente, essa série é um recomeço. Temos que ser humildes e desapegados. Não adianta ficar andando com os troféus na mão. Na comemoração dos 60 anos da Globo, vi o Tonho da Lua como um destaque da dramaturgia. Adorei e me emocionei, mas o que eu mais pensava era: "Que bom que estou tendo a oportunidade de começar de novo". Quero usar tudo o que aprendi e me preparar para os personagens mais profundos que a minha idade permite agora. Eu tenho 70 com essa carinha de garoto, mas a verdade é que tenho 70. Além de "Jogada de risco", o ator conta que está envolvido com outro projeto no audiovisual: — Estou preparando um filme de ficção sobre a espera de um menino por um transplante de pulmão. O roteiro já está aprovado na Ancine. Eu sou o porta-voz oficial da campanha de doação de órgãos do Ministério da Saúde e me envolvi muito com o tema e com o trabalho espetacular do SUS. Quero atuar no filme também. O Brasil tem bons índices de transplante, mas a fila ainda é imensa. A história trata sobre esperança, um sentimento que o nosso país não pode perder. Veja por onde andam musas da TV dos anos 1980 e 1990 1 de 9 Cristiana Oliveira está longe das novelas desde “Topíssima” (2019). Atualmente, ela se prepara para filmar o longa ‘Mar de mães’, com direção de Letícia Prisco — Foto: Reprodução 2 de 9 Giovanna Gold fez trabalhos marcantes nos anos 1990, como as novelas "Pantanal" e "Mulheres de areia". O seu papel mais recente foi na novela "Gênesis". Em 2023, a atriz abriu uma conta na plataforma Onlyfans, onde publica conteúdo definido por ela como "autoerotismo" — Foto: Reprodução/Instagram X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 A novela mais recente de Helena Ranaldi foi "Em família", de 2014. Atualmente, a atriz se dedica a projetos no teatro e no cinema em parceria com o marido, Daniel Alvim — Foto: Reprodução 4 de 9 Isadora Ribeiro voltará ao ar em 'Beleza fatal", da Max. Ela também ministra palestra de autoajuda em empresas — Foto: Reprodução X de 9 Publicidade 5 de 9 Longe da TV desde 2021, quando fez "Gênesis", Ingra Lyberato trabalha também como terapeuta de constelação familiar — Foto: Reprodução/Instagram 6 de 9 A Patrícia França, a Santinha da primeira versão de "Renascer", está fora do ar desde 2021, quando fez "Gênesis". Atualmente, ela se prepara para estrelar o espetáculo musical “O Brasil que a Chiquinha Gonzaga não viu”, com direção de Chiquinho Nery e Carlinhos de Jesus— Foto: Divulgação X de 9 Publicidade 7 de 9 Há anos longe da TV, Mayara Magri fez sucesso em trabalhos como "A gata comeu" (1987) e "O Salvador da Pátria" (1989). Atualmente, ela investe em conteúdo para as redes sociais — Foto: Reprodução 8 de 9 Lisandra Souto fez sucesso em novelas como "De corpo e alma" e "Quatro por quatro". O seu trabalho mais recente foi em "Apocalipse" (2017). Desde então, ela anda afastada da carreira de atriz — Foto: Reprodução X de 9 Publicidade 9 de 9 A aparição mais recente de Nívea Stelmann nas novelas foi em uma participação em "Verão 90". Morando em Orlando (EUA), ela anda afastada da TV Malu Mader voltará ao ar em "Renascer"
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