Count Binface promete proibir comer salgadinhos barulhentos em salas de cinema e banir o VAR do futebol. Também projeta punir ciclistas que desrespeitam regras de trânsito com o uso compulsório de monociclos. Se tudo isso é mais importante do que a plataforma populista de Nigel Farage, os eleitores de Clacton responderão em 13 de agosto.
Farage, principal face da ultradireita britânica, em franca ascensão no Reino Unido, fabricou uma eleição distrital para tentar escapar de denúncias de doações indevidas.
Não esperava, no entanto, que Binface, 5.900 anos, líder dos Recyclons, um "guerreiro espacial totalmente independente", voltasse de alguma galáxia distante a tempo de ironizar a manobra do agora ex-parlamentar.
Farage renunciou ao mandato na semana passada para ser "julgado pelos eleitores". Revelações da imprensa mostraram que ele ganhou £ 5 milhões (R$ 34 milhões) de presente de um bilionário de criptomoedas e apoio financeiro de um amigo condenado por fraudes. Os casos foram parar na Comissão de Ética do Parlamento, pois Farage não declarou as doações.
Argumentando que o histriônico líder do Reform UK estava montando um "circo de mídia" para minimizar o impacto das acusações, os grandes partidos se recusaram a lançar candidatos em Clacton, um balneário popular no sudeste da Inglaterra, reduto de Farage —um dos locais de maior votação em favor do brexit, no plebiscito de 2016, sua maior bandeira.












