A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta segunda-feira (13) que crianças e adolescentes tenham acesso às redes sociais de forma "progressiva e gradual", à medida que avançam na idade, enquanto a União Europeia prepara uma proposta para harmonizar as regras sobre o tema entre os 27 países do bloco.
A declaração foi dada após a entrega das recomendações feitas por um painel de especialistas formado por médicos, pesquisadores, representantes da juventude e pais, criado para orientar Bruxelas sobre como proteger menores dos riscos associados às plataformas digitais.
"Já existe um consenso de que deve haver uma idade mínima para o ingresso das crianças nas redes sociais", afirmou von der Leyen. "A questão não é se as crianças podem acessar as redes sociais, mas se e quando as redes sociais podem acessar nossas crianças".
Segundo a chefe do Executivo europeu, uma proposta legislativa será apresentada no segundo semestre deste ano.
O relatório recomenda que bebês e crianças pequenas não sejam expostos a telas, que crianças entre 3 e 12 anos utilizem dispositivos e redes sociais apropriadas para sua idade apenas sob supervisão de adultos e que adolescentes entre 13 e 18 anos tenham acesso gradualmente mais autônomo às plataformas, desde que estas disponham de mecanismos eficazes de proteção e segurança.










