O procedimento, conduzido pela 8ª Delegacia Seccional de Teresina, apurou uma denúncia de compras realizadas pela internet sem autorização da vítima. Segundo a investigação, Auricélia de Sousa Rocha teria utilizado indevidamente um cartão de crédito de um familiar para efetuar compras em uma plataforma de comércio eletrônico. A vítima procurou a delegacia após identificar diversas transações que não reconhecia na fatura do cartão e afirmou aos investigadores que não costumava realizar compras pela internet com aquele cartão. Durante a apuração, a Polícia Civil analisou documentos relacionados às compras e identificou encomendas vinculadas ao nome da investigada e tinham como destino o endereço da vítima. Em depoimento, a investigada negou ter cometido o crime e afirmou que havia utilizado o cartão do familiar apenas em uma ocasião, com autorização, para uma compra específica. Ela também declarou que costumava realizar compras pela internet utilizando outros meios de pagamento. Após analisar os elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial concluiu pela existência de indícios de autoria e materialidade e formalizou o indiciamento pelo crime de estelionato. O caso ainda não foi julgado. LEIA TAMBÉM: Tentativa de sequestro de recém-nascida Técnica de enfermagem é presa após tentar levar recém-nascida em bolsa de maternidade no Piauí — Foto: Reprodução/Fantástico Em vídeos, ela relatou que estava acompanhando a irmã após o parto e que foi abordada por uma mulher vestida como as outras enfermeiras da maternidade. A mulher teria se oferecido para facilitar a realização dos testes da orelhinha e do pezinho, essenciais para que a bebê recebesse alta médica. Daniele contou ter sido orientada a ir para uma sala em outro andar para a realização dos testes. Segundo ela, a mãe da recém-nascida permaneceu no quarto para se recuperar do parto. "Ela disse: 'Olha, eu vou entrar aqui, mas você tem que ficar aí fora, pois não podem te ver aqui. Sente ali no banquinho que eu já venho com ela'. Ela já estava com essa bolsa grande de lado e preta. Eu dei a neném pra ela, mas já sentindo uma coisa ruim", completou a mulher. Ainda segundo a tia, a mulher teria saído da sala com uma bolsa grande, aparentemente sem a criança, e seguido em direção ao banheiro. No local, a tia disse ter a abordado e flagrado a bebê na bolsa. "Quando vi ela já estava saindo com a bolsa na frente, com uma roupa completamente diferente, cabelo solto e óculos, mas já dava pra perceber que ela estava com cuidado. Eu puxei a bolsa e vi a neném, bem quietinha", disse Daniela. Daniela afirmou também que pediu o acionamento da polícia após perceber a situação, mas que, segundo ela, apenas os seguranças da maternidade atuaram naquele momento. Quarto preparado para receber um bebê Na casa da técnica de enfermagem, a polícia encontrou um quarto montado para receber um bebê. Segundo o delegado Hugo Alcântara, havia fraldas, roupas, banheira e berço. Os investigadores também afirmam que parentes acreditavam que Auricélia estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação. Em depoimento, a técnica de enfermagem preferiu permanecer em silêncio. Em nota, a defesa informou que Auricélia foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados. O delegado responsável pelo caso afirmou que, apesar das alegações da defesa, a investigação não trabalha com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade pelos atos. Para a polícia, Auricélia agiu sozinha. Leia nota da defesa Desde o início, a defesa manifesta profundo respeito à família da recém-nascida, aos profissionais da Maternidade Dona Evangelina Rosa e ao trabalho desenvolvido pelas autoridades responsáveis pela investigação dos fatos. Entretanto, é imprescindível destacar que o caso possui um aspecto de extrema relevância que não pode ser ignorado: a condição de saúde mental da investigada. Após os acontecimentos, Auricélia foi submetida à avaliação por equipe especializada do Hospital Areolino de Abreu, referência em psiquiatria no Estado do Piauí, tendo recebido o diagnóstico de Transtorno Psicótico Agudo Polimorfo com sintomas esquizofrênicos (CID F23.1), permanecendo em observação e recebendo alta com encaminhamento para acompanhamento psiquiátrico especializado. Além disso, a defesa juntou aos autos documentos que demonstram que ela fazia uso de medicação de natureza psiquiátrica, circunstância que será devidamente submetida à apreciação do Poder Judiciário. No atual estado clínico, conforme constatado pela defesa e pelos familiares, Auricélia apresenta importante comprometimento de sua compreensão acerca da realidade vivenciada, demonstrando dificuldade para compreender a gravidade dos fatos investigados e até mesmo a própria situação processual em que se encontra. Essa percepção é compatível com a necessidade de avaliação especializada já documentada, mas a repercussão jurídica desse quadro deverá ser apurada pelos meios periciais previstos na legislação, não cabendo à defesa antecipar conclusões sobre sua imputabilidade penal. A defesa informa que protocolará pedido de revogação da prisão preventiva e, caso necessário, impetrará Habeas Corpus perante o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, sustentando que a manutenção da custódia cautelar deve ser reavaliada também à luz dos documentos médicos supervenientes já apresentados ao Juízo. É importante ressaltar que essa iniciativa não busca minimizar a gravidade dos fatos investigados, tampouco desrespeitar o sofrimento da família envolvida. O objetivo é assegurar que o processo penal observe integralmente a Constituição Federal, o devido processo legal e os direitos fundamentais da investigada, inclusive o direito de receber tratamento médico adequado quando há elementos clínicos relevantes. A defesa reafirma sua confiança nas instituições, no Ministério Público e no Poder Judiciário, acreditando que todas as decisões serão tomadas com base nas provas constantes dos autos, na legislação vigente e nos princípios constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Presa por tentar sequestrar bebê já foi indiciada por estelionato | G1
O procedimento, conduzido pela 8ª Delegacia Seccional de Teresina, apurou uma denúncia de compras realizadas pela internet sem autorização da vítima.











