Entre as mudanças, cargos de diretores de administração e finanças, de seguridade e de investimentos passam a ser exclusivos de servidores especialistas em Previdência Social BC decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras empresas do conglomerado — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg O governo do Estado do Rio de Janeiro informou, em comunicado nesta segunda-feira (13), mudanças na estrutura administrativa do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores estaduais. O fundo é alvo de investigações da Polícia Federal (PF), por suspeita de aplicações de R$ 3,7 bilhões em fundos e letras financeiras ligadas ao Banco Master. O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras empresas de seu conglomerado, devido ao envolvimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em esquema de fraudes bilionárias. Entre as mudanças, o governo do Rio determinou que os cargos de diretores de administração e finanças, de seguridade e de investimentos passam a ser exclusivos de servidores integrantes da carreira de especialista em Previdência Social. Ou seja, a ocupação dessas funções só pode ser feita por servidores do quadro permanente da autarquia. Atualmente, todos os diretores e gerentes do Rioprevidência já pertencem à carreira do fundo, aponta o governo do Rio. A medida foi publicada em decreto, veiculado em edição desta segunda-feira (13) no Diário Oficial do Estado do Rio. O governo do Rio também estabelece mandato de um ano, com possibilidade de recondução, para representantes dos segurados e dependentes no Conselho de Administração. A alteração atende aos requisitos do Programa Pró-Gestão RPPS, do Ministério da Previdência Social, que reconhece boas práticas de governança, gestão e transparência nos Regimes Próprios de Previdência Social, destaca o governo do Rio. Outra mudança prevista é a descentralização de atribuições administrativas no fundo. As modificações ocorrerão sem aumento de despesas relacionadas ao fundo, diz o governo do Rio no decreto.