Uma tendência que promete transformar homens em versões mais atraentes de si mesmos vem ganhando força nas redes sociais, especialmente entre adolescentes e adultos jovens. Conhecido como "looksmaxxing", ou "maximização visual", o movimento incentiva a busca por músculos aparentes, mandíbula marcada e baixo percentual de gordura corporal.
O problema é que, além do fato de esse padrão estético ser irreal, os meios utilizados para atingi-lo são perigosos e podem levar ao desenvolvimento de comportamentos obsessivos, capazes de prejudicar a saúde física e mental.
O "looksmaxxing" tem sido difundido por influenciadores da chamada machosfera, um conjunto de comunidades digitais marcadas pela defesa de modelos de masculinidade, frequentemente associados à misoginia e ao antagonismo em relação aos direitos das mulheres e de minorias sociais, como a população negra e LGBTQIAPN+.
Sua lógica parte do pressuposto de que a aparência é um determinante central no nível de sucesso de um homem na vida amorosa, profissional e social.
Produtores de conteúdo compartilham em seus vídeos supostas técnicas para melhorar o visual. Algumas recomendações envolvem a adoção de hábitos que costumam ser tipicamente saudáveis, como a musculação e os cuidados com a pele, mas em frequência e intensidade exageradas, ao ponto de causar desgaste no corpo.









