Em Cuiabá, empreendimentos premiados adotaram poços rotomoldados em PEAD na infraestrutura subterrânea. A escolha revela uma mudança de critério no mercado imobiliário de luxo, onde a durabilidade e a sustentabilidade migram para baixo da calçada. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As estruturas em PEAD pesam até 90% menos que as de concreto, dispensam tempo de cura e resistem à corrosão química e a deformações do solo. — Foto: Arquivo Asperbras No mercado imobiliário de alto padrão, o esforço de valorização costuma se concentrar no que está à vista: acabamento, paisagismo, áreas comuns. Uma parte do setor, porém, passou a olhar para baixo. A infraestrutura subterrânea de saneamento e drenagem, antes tratada como item técnico de menor relevância comercial, começou a ser usada como argumento de qualidade e diferenciação por incorporadoras que disputam o comprador mais exigente. Em Cuiabá, a Abitte Urbanismo adotou poços de visita e de inspeção rotomoldados em polietileno de alta densidade, fabricados pela Asperbras, em empreendimentos de alto padrão como Lago Di Vino, Abitte Champagne e Abitte Bordeaux. A decisão da incorporadora substitui as estruturas tradicionais em concreto por poços de visita em PEAD da Asperbras, peças monolíticas fabricadas sem emendas, homologadas pela Sabesp conforme a NTS 234, que a fabricante descreve como 100% estanques e de instalação mais rápida. "A instalação é até um terço mais rápida que soluções tradicionais em concreto, proporcionando economia significativa de tempo para construtoras e incorporadoras que investem em tecnologia abaixo do solo", afirma Thiago Rosa, gerente nacional de vendas da Asperbras. Segundo ele, o sistema também requer manutenção baixa, o que assegura maior durabilidade às redes de saneamento e drenagem dos empreendimentos. O cálculo por trás da escolha tem lógica de longo prazo. As estruturas em PEAD pesam até 90% menos que as de concreto, dispensam tempo de cura e resistem à corrosão química e a deformações do solo, segundo a empresa. Em um condomínio de alto padrão, falhas de infiltração ou recalque de pavimento se traduzem em transtorno para o morador e em custo de manutenção que pesa na gestão do empreendimento ao longo dos anos. Investir em infraestrutura mais durável vira, nessa leitura, uma forma de proteger o valor entregue ao comprador. Para a Asperbras, o movimento confirma uma aplicação que vai além da obra pública. Os poços de visita da empresa são homologados pela Sabesp conforme a norma NTS 234, e o portfólio carrega certificação ISO 9001. A companhia, fundada em 1985 e sediada em Penápolis (SP), opera seis plantas industriais e produz acima de 60 mil toneladas por ano em tubos, conexões e estruturas plásticas para saneamento e irrigação. O case também conversa com uma agenda mais ampla. Cidades que buscam se posicionar como referência de desenvolvimento imobiliário têm associado urbanismo de alto padrão a soluções que otimizam tempo, mão de obra e recursos, com menor impacto ambiental. Após a COP 30, o saneamento ganhou força como pauta de sustentabilidade, ampliando o interesse pelo tema em diferentes frentes do mercado. O que o exemplo de Cuiabá sugere é uma redefinição silenciosa de prioridades. Quando a infraestrutura invisível entra no discurso de valorização de um empreendimento, muda também a forma como o setor imobiliário define qualidade. Resta saber se a escolha pelo que está debaixo do solo vai se tornar padrão no mercado de alto padrão brasileiro ou seguir como diferencial de poucos.
Por que incorporadoras de alto padrão estão investindo no que ninguém vê
Em Cuiabá, empreendimentos premiados adotaram poços rotomoldados em PEAD na infraestrutura subterrânea. A escolha revela uma mudança de critério no mercado imobiliário de luxo, onde a durabilidade e a sustentabilidade migram para baixo da calçada.









