Em aniversário de 250 anos dos EUA, Trump critica comunismo e defende mudanças nas eleiçõesEvento em Washington reuniu homenagens a símbolos históricos, apresentação de veteranos e defesa de propostas do governo para o sistema eleitoral. Crédito: AFPGerando resumoO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o senador Lindsey Graham como um “grande político” no domingo, 12, ao lamentar a morte de um de seus amigos e aliados mais próximos, com quem, segundo ele, havia conversado apenas algumas horas antes de sua morte, na noite de sábado, 11.PUBLICIDADEEm entrevista ao programa “Meet the Press”, da emissora americana NBC, Trump falou em tom baixo e pesaroso ao relembrar a amizade e a habilidade política de Graham.“Ele tinha uma capacidade única - conseguia dialogar tanto com democratas quanto com republicanos”, afirmou. “Se eu tivesse um problema com um democrata, ele conseguia resolver. Ele era um grande político, na verdade.”PublicidadeDonald Trump e Lindsey Graham em uma cerimônia na Casa Branca, em 6 de novembro de 2019. Foto: Manuel Balce Ceneta/APTrump disse que Graham, republicano da Carolina do Sul, telefonou para ele na noite de sábado, poucas horas antes de o presidente ser informado de sua morte. Segundo Trump, os dois conversaram sobre o SAVE America Act, projeto de lei sobre identificação de eleitores cuja aprovação pelo Congresso vem sendo defendida pelo presidente.Trump afirmou que Graham parecia estar “perfeitamente bem” durante a ligação, mas acrescentou que o senador, que havia retornado de uma viagem à Ucrânia poucas horas antes, comentou que estava “cansado”.O presidente disse que Graham era “como um membro da família”. Ele destacou a defesa feita pelo senador da indicação de Brett Kavanaugh à Suprema Corte, em 2018, durante as audiências do Comitê Judiciário do Senado, classificando-a como “literalmente, um dos grandes clássicos de qualquer senador”.PublicidadeTrump afirmou que não sabia a causa da morte de Graham, que o gabinete do senador atribuiu a “uma doença breve e repentina”. No entanto, ao ser questionado sobre relatos de que autoridades haviam sido chamadas à residência de Graham para atender a uma ocorrência de parada cardíaca, o presidente disse que essa hipótese fazia sentido.“Tinha de ser algo assim porque, tirando o fato de estar cansado, ele estava bem”, afirmou Trump. “Então tinha de ser algo desse tipo, que provocasse um fim rápido. E talvez essa não seja a pior maneira de partir.”Trump se recusou a dizer quem considera adequado para substituir Graham, mas afirmou que está pensando em “alguém que acho que seria excelente”. A legislação da Carolina do Sul permite que o governador Henry McMaster nomeie um substituto para cumprir o restante do mandato de Graham no Senado e prevê a realização de uma eleição especial em 11 de agosto.Publicidade“Nunca imaginei que estaria nesta situação”, disse Trump, acrescentando que acreditava que “Lindsey viveria para sempre”.O presidente também anunciou nas redes sociais, no domingo, que determinará que as bandeiras sejam hasteadas a meio mastro até a noite de sábado, 18.Leia tambémTemer diz que Trump perguntou a ele: ‘Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?’Trump e Musk dizem amar os EUA, mas atacam seus pilares e expõem crise no conservadorismo‘Estreito de Ormuz é mais importante do que dezenas de bombas atômicas’, afirma IrãGraham construiu a reputação de ser um defensor de uma política externa mais agressiva e costumava apoiar ações contra o Irã. No mês passado, depois que Trump anunciou que EUA e Irã haviam chegado a um acordo preliminar para interromper as hostilidades, o senador manifestou apoio cauteloso ao governo, ao mesmo tempo em que reiterou a necessidade de manter uma postura firme em relação ao Irã.Publicidade“Queremos que a diplomacia tenha sucesso”, escreveu o senador nas redes sociais. “Mas, se o Irã tentar nos desafiar, nós o destruiremos.”Após retornar recentemente de uma viagem à Ucrânia, Graham estava escalado para participar do “Meet the Press” na manhã de domingo, mas foi substituído por Trump e pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.Durante sua viagem à Ucrânia, Graham anunciou que um grupo de senadores havia chegado a um acordo com a Casa Branca sobre a imposição de sanções contra compradores de petróleo russo.PublicidadeO senador já havia defendido sanções severas contra países que mantêm relações comerciais com Moscou, embora essa legislação tenha sido deixada de lado em respeito ao esforço de Trump para alcançar um cessar-fogo.“À medida que a Rússia intensifica o massacre de civis, é fundamental que os Poderes Legislativo e Executivo trabalhem juntos para criar instrumentos capazes de impor um alto custo àqueles que compram petróleo e gás natural russos, financiando a máquina de guerra de [Vladimir] Putin”, afirmaram Graham e outros três senadores em um comunicado conjunto divulgado na sexta-feira, 10.O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, afirmou na sexta-feira que era grato a Graham e publicou uma foto dos dois apertando as mãos na Ucrânia.Graham também integrou um grupo que se reuniu com Zelenski durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada na Turquia na semana passada.“Obrigado, Lindsey, por reconhecer nossos guerreiros”, escreveu Zelenski, acrescentando que o senador o havia informado sobre o andamento da legislação. Horas após a morte de Graham, Zelenski publicou outra mensagem: “Os EUA e o mundo perderam um líder determinado.”Este texto foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.Publicidade
Trump diz que conversou com Graham horas antes do senador morrer
Em entrevista à NBC, o presidente relembrou sua última conversa com o senador e afirmou que ele parecia estar ‘perfeitamente bem’










