Lindsey Graham representava o mais radical pensamento bélico no Partido Republicano, afirma Guga Chacra em newsletter especial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador dos EUA Lindsey Graham observado pelo presidente Donald Trump em janeiro de 2023 — Foto: Logan Cyrus/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 08:14 Morre Lindsey Graham, senador defensor de políticas trumpistas e ações bélicas O senador Lindsey Graham, conhecido por seu radicalismo bélico e apoio incondicional a Donald Trump, faleceu. Graham foi uma voz proeminente no Partido Republicano, defendendo ações militares contra o Irã, apoio total a Israel e rejeição a um Estado palestino. Sua trajetória política incluiu um rompimento temporário com Trump após a invasão do Capitólio, mas ele rapidamente retomou a aliança, tornando-se um dos maiores defensores das políticas trumpistas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Desde a eclosão da guerra no Irã, Guga Chacra escreve newsletter diária com informações e análises exclusivas. Clique aqui para se inscrever. O senador Lindsey Graham, que morreu neste fim de semana, representava ao mesmo tempo o mais radical pensamento bélico do Partido Republicano e a capitulação total a Donald Trump. Ninguém defendia mais guerras e ninguém se transformou em um capacho maior do presidente do que este representante da Carolina do Sul no Congresso dos EUA. Carreira – A epopeia de Graham em Washington começou ainda no século passado como deputado, mas ganhou força a partir de 2002, quando foi eleito para o seu primeiro mandato de seis anos no Senado. Disputaria agora a sua quinta eleição para o cargo e deveria ser reeleito mais uma vez. Celibatário, nunca se casou, nunca teve filhos, nunca teve namoradas ou qualquer relacionamento amoroso público. Radicalismo – Desde a sua chegada ao Senado, defendeu guerras. Primeiro, no Afeganistão e no Iraque. Sempre apoiou alguma ação militar contra o Irã, apesar de somente ter obtido sucesso a partir do segundo mandato de Trump. Pode ser descrito como o político norte-americano mais pró-Israel e anti-Palestina. Adotava posições ainda mais extremistas do que os mais radicais integrantes da coalizão de Benjamin Netanyahu. Chegou a afirmar em entrevista que Israel deveria lançar uma bomba atômica contra Gaza e não deveria se preocupar com o número de civis palestinos mortos — o primeiro-ministro israelense jamais cogitou a possibilidade de usar armas nucleares no conflito contra o Hamas. Crítico – Quando Trump entrou na política para disputar as primárias republicanas em 2015, Graham se transformou imediatamente no maior crítico do então apresentador de reality show na TV. Condenava as declarações xenófobas de Trump e decidiu ser pré-candidato republicano à presidência. Sua candidatura não decolou e ele foi humilhado por Trump uma série de vezes. Numa delas, Trump divulgou, em um comício, o número do celular do senador da Carolina do Sul. Mudança – Naquela época, Graham tinha como principal aliado e mentor na política John McCain. O senador do Arizona, um dos mais condecorados heróis de guerra dos EUA, era um grande adversário de Trump, que atacava seu histórico militar constantemente. Depois da eleição de Trump e da morte de McCain, no entanto, Graham deu uma guinada. Não abandonou sua agenda bélica radical, mas se aproximou do presidente, de quem se tornou um amigo e aliado. Basicamente, se curvou. Não foi o único a seguir essa trajetória — o atual secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente J.D. Vance são outros que capitularam após anos de críticas às posições políticas de Trump. Breve rompimento – Graham viria a romper parcialmente com Trump quando ocorreu a invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, mas retomou a aliança meses depois. Neste segundo mandato de Trump na Casa Branca, conseguiu se transformar no maior aliado do presidente no Senado, defendendo a agenda trumpista tanto na política externa quanto em assuntos domésticos. Agenda – Suas três principais bandeiras eram: a mudança de regime no Irã, que ele ainda defendia mesmo depois do fiasco dos EUA na guerra; o apoio incondicional à Ucrânia na guerra contra a Rússia; e o apoio total a Israel e a rejeição a um Estado palestino independente. Essas posições se chocavam até certo ponto com as de Trump, mas o senador buscava convencer o presidente a se aproximar delas o máximo possível.
A morte do senador dos EUA mais anti-Palestina, anti-Rússia e anti-Irã
Lindsey Graham representava o mais radical pensamento bélico no Partido Republicano, afirma Guga Chacra em newsletter especial











