Mundial registra episódios dentro e fora de campo desde o início da competição, em 11 de junho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mbappé é o principal jogador da França, que conquistou feito histórico após vencer a seleção marroquina — Foto: MAURO PIMENTEL/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/07/2026 - 22:14 Copa 2023: Racismo Atinge Mbappé e Marca Torneio com 7 Casos A Copa do Mundo de 2023 já contabiliza sete casos ou acusações de racismo, com Kylian Mbappé como principal alvo. O torneio, iniciado em 11 de junho, registra episódios dentro e fora de campo, incluindo declarações racistas de figuras públicas e ataques nas redes sociais. A Fifa, que implementou um protocolo antirracismo, relata aumento significativo de mensagens abusivas online. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Pouco mais de um mês após o início da Copa do Mundo, em 11 de junho, o torneio já contabiliza ao menos sete casos ou acusações de racismo envolvendo jogadores, árbitros, autoridades, influenciadores e figuras públicas. O episódio mais recente ocorreu neste domingo (12), quando políticos franceses denunciaram um artigo escrito pelo ex-presidente do governo espanhol Mariano Rajoy, por afirmar que a seleção da França "já não tinha franceses". O caso, porém, está longe de ser isolado em um Mundial marcado por sucessivos episódios de discriminação. Esta é a primeira Copa do Mundo em que a Fifa adota oficialmente o protocolo antirracismo durante as partidas, que prevê interrupção do jogo em caso de manifestações discriminatórias nas arquibancadas ou em campo. No entanto, o procedimento ainda não precisou ser acionado durante os jogos. Paralelamente, a entidade informou que houve um aumento expressivo dos ataques racistas nas redes sociais durante o torneio: foram identificadas 89 mil publicações abusivas somente na fase de grupos, 13 vezes mais do que na Copa de 2022, sendo 11% delas de caráter racial, também maior do que observado na edição anterior. O principal alvo dos ataques tem sido o atacante francês Kylian Mbappé, vítima em mais de um episódio, individualmente e com os seus companheiros. Veja os principais casos registrados até agora: Ex-presidente do governo da Espanha é acusado de racismo O caso mais recente envolve Mariano Rajoy. Em um artigo de opinião, ele afirmou que a seleção francesa "já não tinha franceses", declaração que provocou forte reação de políticos da França, que classificaram o texto como racista e xenófobo. A polêmica ganhou repercussão internacional por ocorrer às vésperas da semifinal entre França e Espanha. Nas redes sociais, também já houve diferentes mensagens com a mesma ideia reproduzida pelo político conservador do Partido Popular, sendo já rebatida por especialistas no tema. Senadora do Paraguai ataca Mbappé após eliminação Após a eliminação do Paraguai, uma senadora do país publicou mensagens ofensivas contra Kylian Mbappé nas redes sociais, chamando o atacante francês de "arrogante" e "feio", além de outras ofensas de motivação racial. "Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés", publicou ela. As declarações foram amplamente criticadas e vistas como mais um episódio de ataques direcionados ao principal jogador da seleção francesa. Celeste Amarilla, senadora no Paraguai — Foto: Reprodução/X Influenciador IShowSpeed sofre ataques de torcedores Torcedor argentino imita macaco para IShowSpeed em jogo na Copa — Foto: Reprodução/YouTube/ishowspeed Técnico do Egito faz gesto antirracismo Durante a partida contra a Argentina, o técnico da seleção egípcia cruzou os braços em forma de "X", gesto adotado pela Fifa como símbolo oficial para denunciar episódios de racismo, depois do gol do adversário. Ele é usado pelo árbitro para dar início ao protocolo antirracismo. Apesar da repercussão, o protocolo não foi acionado. Hossam Hassan fez um gesto com os braços cruzados durante a partida entre Argentina e Egito — Foto: Reprodução | X Árbitro de VAR é investigado por suposto gesto racista Ainda na primeira semana da Copa, um árbitro de vídeo foi alvo de acusações após um gesto interpretado por parte do público como racista. Ele fez uma gesto com os dedos que é comum entre grupos supremacistas brancos. A Fifa abriu investigação sobre o episódio, mas concluiu posteriormente que não havia elementos para caracterizar discriminação e inocentou o profissional. Árbitro australiano Shaun Evans é acusado de fazer um gesto associado à simbologia de supremacistas brancos — Foto: Reprodução Campeão mundial alemão é acusado por comentário sobre seleção africana O ex-jogador e tetracampeão mundial pela Alemanha Bastian Schweinsteiger também entrou na lista de acusações ao chamar o futebol da Costa do Marfim de selvagem, em um comentário na TV alemã pela qual está trabalhando. A declaração foi considerada racista por críticos, especialistas e pela imprensa alemã, que apontaram a reprodução de estereótipos sobre equipes do continente africano. Bastian Schweinsteiger durante jogo entre Alemanha e Curaçao pela Copa do Mundo — Foto: ALEXANDER HASSENSTEIN / Getty Images via AFP Ataques racistas crescem nas redes sociais Além dos episódios envolvendo pessoas específicas, a Fifa divulgou um levantamento mostrando que o ambiente digital também se tornou um foco de preocupação. Segundo a entidade, o monitoramento de mais de seis milhões de publicações identificou 89 mil mensagens abusivas durante a fase de grupos. Destas, 11% continham conteúdo racista, percentual superior ao registrado na Copa do Catar e considerado pela Fifa um aumento significativo da discriminação online.