Historicamente, eleições altamente polarizadas para o Governo de São Paulo terminaram ainda no primeiro turno —uma barreira que a campanha de Fernando Haddad (PT) vai tentar neutralizar em outubro diante do favoritismo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Pesquisa Datafolha deste mês de julho mostra o atual governador à frente na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, com 46% das intenções de voto contra 30% do ex-ministro da Fazenda. Outros pré-candidatos aparecem atrás: Vera Lúcia (PSTU) tem 5%, e Vivian Mendes (UP) e Carlos Machado (PCB) marcam 4% cada um.
Uma análise dos pleitos paulistas desde 1990 mostra que, apesar do histórico rico de segundos turnos no estado, nas vezes em que a eleição se concentrou em duas forças (2006 e 2010), a fatura foi liquidada na primeira etapa.
Passado não é garantia de resultado futuro, e a amostra é pequena para ditar um padrão. Cada disputa é influenciada pelo cenário econômico, pelo humor do eleitorado e pela dinâmica das campanhas, mas o resgate histórico dá a dimensão do obstáculo à frente.
Em 2006, quando José Serra (PSDB) enfrentou Aloizio Mercadante (PT), os dois somaram mais de 89% dos votos. O tucano terminou eleito na primeira etapa, com 58%, contra 32% do petista. Orestes Quércia (PMDB) obteve 4,6% naquela disputa.








