O live-action de "Moana", lançado originalmente em 2016 como uma animação computadorizada, teve dificuldade de conquistar o público. A estreia do mundial ficou aquém do esperado pela Disney e arrecadou apenas US$ 95 milhões — ou cerca de R$ 485,5 milhões. Desse total, a maioria veio da bilheteria internacional (US$ 52 milhões) e o resto, dos Estados Unidos (US$ 43 milhões).
Este é um começo preocupante para o filme que custou cerca de US$ 250 milhões para ser produzido. A expectativa do estúdio para o final de semana de estreia era uma arrecadação global entre US$ 130 milhões e US$ 140 milhões.
Com o início não promissor, o live-action de "Moana" repete o mesmo caminho do remake de "Branca de Neve" (2025): produções com alto investimento e pouco retorno inicial.
Na época do fracasso de "Branca de Neve", analistas justificaram que a obra era baseada em um filme muito antigo (1937), o que não tinha o mesmo apelo com o público atual. "Moana", por outro lado, pode ter pecado por ser recente demais. A primeira animação ("Moana: Um Mar de Aventuras") foi lançada em 2016 e, em menos de dez anos, já em 2024, a personagem já estava de volta às telas de cinema com "Moana 2".
A aposta na nostalgia tem sido peça importante para os remakes da Disney. Os lives-actions de "Lilo & Stitch", "O Rei Leão", "Aladdin" e "A Bela e a Fera", por exemplo, tiveram todos uma bilheteria superior a US$ 1 bilhão. Esses longas foram adaptações histórias dos anos 90 e início dos anos 2000.










