Fifa aposta em transição para o ambiente digital, ainda com efeito tímido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O canadense Maple, o mexicano Zayu e o americano Clutch são os mascotes deste Mundial — Foto: Fifa/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/07/2026 - 23:16 Mascotes da Copa 2026 sofrem com baixa popularidade e engajamento Os mascotes da Copa do Mundo de 2026, Maple, Zayu e Clutch, não conquistaram o público como esperado. Apesar das tentativas da Fifa de promover os personagens no ambiente digital, eles têm pouca presença em jogos e eventos, contrastando com mascotes de edições anteriores. A ausência de impacto nas redes sociais e a invisibilidade nos estádios foram notáveis, ofuscados até por um pato que virou mascote extraoficial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Ninguém espera de um mascote “estrangeiro” que tenha o mesmo carisma do Fuleco, tatu-bola que foi a cara do Mundial de 2014, no Brasil, e até hoje é lembrado nas redes sociais. Mas mesmo quem chega com expectativa baixa se surpreende com a presença low profile dos três personagens que simbolizam a edição deste ano, compartilhada entre Estados Unidos, Canadá e México. — São três? Eu nem sabia disso — diverte-se o brasileiro Felipe, que viajou para o torneio e assistiu a três jogos nos estádios. Na maior Copa de todos os tempos, a Fifa decidiu que era preciso maximizar também as figurinhas que supostamente dariam cara ao torneio. Por isso, criou Maple, o alce que representa o Canadá; Zayu, a onça-pintada do México; e Clutch, a águia dos EUA. A ideia era que eles estivessem sempre juntos, como uma família unida, ainda que as relações diplomáticas dos países-sede se assemelhem mais à de uma família disfuncional. Mas, na prática, essa família está mesmo é um tanto ausente. Ainda que apareçam eventualmente no material visual de estandes ou em artes exibidas nos telões, os mascotes entram nesta reta final de Copa sem causar o impacto de outrora. São pouco vistos nos jogos e em eventos paralelos e não geram repercussão nas redes sociais — a ponto de um pato de verdade, que andava pelos arredores do Estádio Azteca e chegou a ser recebido pela presidente do México, Claudia Sheinbaum, ter ganhado o título de mascote extraoficial do torneio. A pouca visibilidade de Maple, Zayu e Clutch contrasta até mesmo com as edições mais recentes da Copa do Mundo, que nem emplacaram um novo Fuleco. Em 2018, na Rússia, Zabivaka, o lobo escolhido por votação popular na TV local, era presença garantida nos estádios, nas fan fests e em parques de Moscou, com ativações principalmente para as crianças. Quatro anos mais tarde, no Catar, o La’eeb (jogador habilidoso) representava a ghutra, o lenço usado pelos homens árabes na cabeça. De difícil corporificação, afinal teria que “voar”, o personagem tinha sua presença física em estádios e fan fests limitada a totens ou em apresentações por holograma. Mas o La’eeb ganhou a cabeça dos torcedores, sobretudo das crianças, que utilizavam a versão grande do mascote para se proteger do sol catari. O GLOBO questionou a Fifa sobre as iniciativas para “bombar” os mascotes da Copa de 2026 e pediu dados de vendas de produtos oficiais e engajamento nas redes sociais, mas a entidade não respondeu até o fechamento deste texto. Ainda no ano passado, a entidade deu uma pista de que seus mascotes estavam entrando numa nova fase, com a tentativa de explorá-los no ambiente digital, através do game Fifa Heroes e de outras iniciativas. Mas, por enquanto, não é possível dizer que os torcedores embarcaram na ideia. Numa Copa com tantos pontos marcantes, os bichinhos não estarão entre eles. — Não sei como são, muito menos os nomes. E já vim duas vezes ao estádio. O nome poderia ser Mr. Flop. — ironiza a americana Annah, ao fazer um trocadilho com a palavra inglesa usada para indicar um fracasso.