Noruega e Inglaterra se enfrentam neste sábado, às 18h, no Miami Stadium, por uma vaga na semifinal da Copa do Mundo. Os noruegueses chegam embalados pela vitória por 2 a 1 sobre o Brasil, com dois gols de Erling Haaland, e tentam transformar a melhor campanha de sua história em Mundial em algo ainda maior. Os ingleses vêm de vitória por 3 a 2 sobre o México, no Azteca, em jogo no qual Jude Bellingham e Harry Kane voltaram a decidir. A Inglaterra tem quase todo o elenco à disposição. Jarell Quansah está suspenso, Jordan Henderson está fora por fratura no braço, mas Declan Rice, Reece James e Marc Guéhi voltaram a treinar. A Noruega superou um surto de virose no elenco, mas pode ter mudanças em relação ao time que eliminou o Brasil: David Moller Wolfe é dúvida, Antonio Nusa pode perder espaço para Andreas Schjelderup, e Alexander Sorloth deve seguir ao lado de Haaland no ataque. O GLOBO comparou os 11 prováveis titulares por função. Cada duelo considera três critérios: desempenho nesta Copa, rendimento na temporada 2025/26 e peso da carreira. Goleiros: Orjan Nyland (Sevilla) x Jordan Pickford (Everton) Nyland tem boa Copa e foi importante na campanha histórica da Noruega, mas Pickford chega mais consolidado no torneio e na carreira. O inglês é goleiro de seleção há anos, acumula mata-matas, disputas de pênalti e jogos grandes, além de ter sido mais exigido em uma liga de maior peso competitivo. Nyland vive o melhor momento de sua trajetória pela seleção, mas Pickford ainda oferece mais segurança no conjunto da comparação. Nesta Copa: Jordan PickfordNa última temporada: Jordan PickfordNa carreira: Jordan PickfordPlacar: Orjan Nyland 0 x 3 Jordan Pickford Jordan Pickford, goleiro da seleção da Inglaterra — Foto: Richard Pelham/Getty Images/AFP Laterais-direitos: Julian Ryerson (Borussia Dortmund) x Reece James (Chelsea) Ryerson é mais regular na Noruega e chega mais inteiro no contexto da Copa, especialmente pela intensidade defensiva e pela capacidade de fechar o lado sem comprometer. Reece James, porém, tem mais peso técnico, maior repertório ofensivo e uma carreira construída em nível mais alto, apesar dos problemas físicos recentes. Se estiver bem, o inglês oferece mais bola, cruzamento e imposição; o norueguês leva o recorte do Mundial pela sequência. Nesta Copa: Julian RyersonNa última temporada: Reece JamesNa carreira: Reece JamesPlacar: Julian Ryerson 1 x 2 Reece James Zagueiros: Kristoffer Ajer (Brentford) x Ezri Konsa (Aston Villa) Ajer é uma peça importante para a Noruega pelo jogo aéreo, pela força física e pela familiaridade com o futebol inglês. Ainda assim, Konsa vive momento superior. Foi mais constante na Premier League, cresceu com a seleção inglesa e tem feito uma Copa segura, especialmente pela capacidade de defender espaços maiores quando a Inglaterra se adianta. Ajer é mais chamativo fisicamente, mas Konsa leva a comparação pela regularidade. Nesta Copa: Ezri KonsaNa última temporada: Ezri KonsaNa carreira: Kristoffer AjerPlacar: Kristoffer Ajer 1 x 2 Ezri Konsa Zagueiros: Torbjorn Heggem (Bologna) x Marc Guéhi (Manchester City) Heggem cresceu muito na Copa e foi um dos defensores noruegueses mais importantes na vitória sobre o Brasil, sobretudo na proteção da área e nos duelos pelo alto. Guéhi, porém, chega com mais status, mais tempo de Premier League e maior afirmação como zagueiro de seleção. A dúvida física aproxima o duelo, mas, se estiver em campo, o inglês ainda tem vantagem pelo pacote de temporada e carreira. Nesta Copa: Torbjorn HeggemNa última temporada: Marc GuéhiNa carreira: Marc GuéhiPlacar: Torbjorn Heggem 1 x 2 Marc Guéhi Marc Guehi sofreu lesão na coxa na partida contra o México pelas oitavas de final — Foto: Justin Setterfield / Getty Images via AFP Defensores pelo lado esquerdo: Leo Ostigard (Genoa) x Nico O’Reilly (Manchester City) A presença de Ostigard depende da condição de David Moller Wolfe, mas a tendência de mudança na defesa norueguesa abre espaço para um jogador mais físico e mais defensivo no setor. O’Reilly é mais jovem, mais leve e vive uma ascensão rápida no Manchester City, com melhor temporada em termos de contexto competitivo. Ostigard leva a carreira pela experiência internacional e por ser zagueiro mais maduro; o inglês vence no momento de clube e na função com bola. Nesta Copa: Leo OstigardNa última temporada: Nico O’ReillyNa carreira: Leo OstigardPlacar: Leo Ostigard 2 x 1 Nico O’Reilly Leo Ostigard, defensor da Noruega — Foto: FRANCK FIFE / AFP Volantes: Sander Berge (Fulham) x Declan Rice (Arsenal) Berge é importante para dar corpo ao meio da Noruega, proteger a defesa e oferecer uma saída simples sob pressão. Mas Rice está em outro patamar. É um dos líderes da Inglaterra, chega de temporada forte no Arsenal e combina desarme, leitura, condução e presença ofensiva. O norueguês ajuda a sustentar Ødegaard; o inglês sustenta a seleção inteira. Nesta Copa: Declan RiceNa última temporada: Declan RiceNa carreira: Declan RicePlacar: Sander Berge 0 x 3 Declan Rice Declan Rice, da Inglaterra, e Ngalayel Mukau, da RD Congo, disputam a bola — Foto: Getty Images via AFP Meias centrais: Patrick Berg (Bodo/Glimt) x Elliot Anderson (Nottingham Forest) Patrick Berg virou um dos motores silenciosos da Noruega nesta Copa. Participou do gol decisivo contra a Costa do Marfim, ajudou a equilibrar o meio contra o Brasil e tem maior peso dentro do funcionamento da própria seleção. Anderson faz boa Copa e teve temporada de afirmação na Premier League, mas ainda não carrega a mesma responsabilidade internacional. Pela influência no Mundial e pela maturidade, o norueguês leva. Nesta Copa: Patrick BergNa última temporada: Elliot AndersonNa carreira: Patrick BergPlacar: Patrick Berg 2 x 1 Elliot Anderson Meias ofensivos: Martin Odegaard (Arsenal) x Jude Bellingham (Real Madrid) É o duelo mais sofisticado do meio-campo. Odegaard organiza tudo o que a Noruega faz com a bola, aproxima Berg e Berge de Haaland e dá sentido ao ataque. Bellingham, porém, chega com mais poder de decisão nesta Copa e uma carreira mais pesada para sua idade, com protagonismo no Real Madrid, títulos e gols em mata-mata. Odegaard é o cérebro; Bellingham é cérebro, perna e chegada à área. Nesta Copa: Jude BellinghamNa última temporada: Jude BellinghamNa carreira: Jude BellinghamPlacar: Martin Odegaard 0 x 3 Jude Bellingham O meio-campista inglês número 10, Jude Bellingham, comemora o primeiro gol de sua equipe durante a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre México e Inglaterra — Foto: CARL DE SOUZA / AFP Pontas: Andreas Schjelderup (Benfica) x Bukayo Saka (Arsenal) Schjelderup pode ganhar a vaga de Nusa depois de entrar muito bem contra o Brasil e participar dos dois gols de Haaland. É um jogador de drible, criatividade e boa leitura no último passe. Saka, no entanto, é mais pronto, mais constante e mais decisivo em alto nível. Pela temporada no Arsenal, pelo peso na Inglaterra e pelo histórico em grandes jogos, o inglês vence com folga. Nesta Copa: Bukayo SakaNa última temporada: Bukayo SakaNa carreira: Bukayo SakaPlacar: Andreas Schjelderup 0 x 3 Bukayo Saka Atacantes pelos lados: Alexander Sorloth (Atlético de Madrid) x Anthony Gordon (Newcastle) Sorloth não é um ponta tradicional, mas sua presença pelo lado dá à Noruega força física, jogo direto e uma segunda referência para dividir a atenção com Haaland. Gordon oferece velocidade, agressividade e amplitude à Inglaterra, além de chegar em boa fase depois de atuar bem contra o México. A temporada favorece o inglês, mas Sorloth tem mais peso de carreira como artilheiro em diferentes ligas e mais impacto estrutural no ataque norueguês. Nesta Copa: Alexander SorlothNa última temporada: Anthony GordonNa carreira: Alexander SorlothPlacar: Alexander Sorloth 2 x 1 Anthony Gordon Referências do ataque: Erling Haaland (Manchester City) x Harry Kane (Bayern de Munique) O duelo que resume o jogo. Kane é o maior artilheiro da história da Inglaterra, capitão, referência técnica e um atacante mais completo na associação. Haaland, porém, chega como o homem da Copa: sete gols, dois deles contra o Brasil, e a sensação de que qualquer bola limpa na área pode mudar o torneio. A carreira de Kane é mais longa e mais marcada pela seleção; o momento, a temporada e o impacto imediato são do norueguês. Nesta Copa: Erling HaalandNa última temporada: Erling HaalandNa carreira: Harry KanePlacar: Erling Haaland 2 x 1 Harry Kane Erling Haaland durante o jogo contra o Brasil, no domingo — Foto: Odd ANDERSEN / AFP Placar final: Inglaterra 7 x 4 Noruega A Inglaterra vence sete dos 11 duelos e confirma o favoritismo pelo conjunto. Tem vantagem no gol, em boa parte da defesa, no meio-campo com Rice e Bellingham e nos pontas com Saka. É uma seleção mais profunda, com mais soluções e jogadores acostumados a decisões de clubes grandes. A Noruega leva quatro confrontos, mas todos com peso real no jogo: Ostigard pode dar mais força defensiva, Patrick Berg equilibra o meio, Sorloth ajuda a sustentar o ataque direto e Haaland é a maior ameaça individual da partida. O placar mostra uma diferença de elenco a favor da Inglaterra, mas também explica por que o jogo é perigoso: a Noruega não precisa vencer muitos duelos para competir; precisa que Odegaard encontre Haaland duas vezes.
Cara a cara de Noruega x Inglaterra: compare jogador por jogador antes das quartas
Com Haaland e Kane frente a frente em Miami, análise avalia os prováveis titulares por desempenho no Mundial, temporada e carreira











