O empreendedor social Mariano Colini Cenamo, 46, morreu na noite desta sexta-feira (10) após anos de enfrentamento a um câncer de intestino. A cerimônia de despedida foi realizada na manhã deste sábado (11), na Capela Marfim, do Cemitério Parque e Crematório Jardim da Paz, em Florianópolis (SC).

Fundador do Idesam (Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia) e da aceleradora Amaz, o paulistano dedicou sua vida à Amazônia. Ajudou a preservar 10,8 milhões de hectares de floresta tropical em duas décadas com trabalho que uniu ciência, empreendedorismo, inovação, bioeconomia e impacto social.

Em 2002, Cenamo venceu o Prêmio Empreendedor Social, realizado pela Folha e Fundação Schwab, na categoria Inovação em Meio Ambiente e passou a integrar a Rede Folha de Empreendedores Socioambientais.

Formado pela Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), unidade da USP em Piracicaba (SP), Cenamo foi para a região Norte em 2004, então com 23 anos, para trabalhar no manejo sustentável da floresta e na lógica da compra e venda de crédito de carbono para reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Reconhecido pela Fundação Avina e pela Ashoka por sua atuação como empreendedor social, Cenamo desenvolveu arranjos produtivos que geram renda para milhares de famílias —como o café agroflorestal Apuí e a miniusina de óleos essenciais Inatú.