Ao contrário de outros anos, equipe de Thomas Tuchel aprendeu a encarar adversidades nos jogos decisivos, especialmente contra o México; nas quartas de final, encarará Noruega de Haaland 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Kane, Bellingham, Rice e companhia comemoram classificação da Inglaterra contra o México — Foto: Rodrigo OROPEZA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 20:16 "Inglaterra de Tuchel supera desafios e avança na Copa 2026" A seleção inglesa, sob o comando de Thomas Tuchel, mostra um perfil mais resiliente na Copa do Mundo de 2026. Após superar o México por 3 a 2, mesmo com adversidades como altitude e a expulsão de um jogador, a equipe se prepara para enfrentar a Noruega de Haaland. Com Jude Bellingham e Harry Kane como destaques, a Inglaterra busca quebrar um histórico de frustrações em jogos decisivos, enquanto constrói uma conexão mais forte com a torcida. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Para chegar às quartas de final da Copa do Mundo 2026, a Inglaterra precisou “se virar no 30” para vencer o México por 3 a 2. Além de superar o estádio Azteca abarrotado e a altitude superior a 2.200 metros, teve de lidar com a expulsão do defensor Jarell Quansah no início do segundo tempo. O perfil "cascudo" dos comandados de Thomas Tuchel foi chancelado de vez com a classificação, e dá ânimo para o desafio diante da Noruega, às 18h de hoje, em Miami. Ao mesmo tempo, é quase novidade de se atribuir a esta seleção ao longo dos últimos anos. Melhores momentos de México x Inglaterra Costumeiramente, resgatam-se os insucessos do English Team desde que venceu o Mundial de 1966, o único título de expressão do país. Mas não é preciso ir tão longe: basta olhar para as frustrações recentes, como os vice-campeonatos das últimas duas Eurocopas (2021 e 2024) e a queda para a Croácia na semifinal da Copa de 2018, para entender que esta geração vinha falhando quando chegavam os jogos decisivos. — Em anos anteriores, a Inglaterra teria sentido a pressão e recuado — analisa Joshua Jones, repórter sênior do jornal inglês The Sun. — Diante de adversidades reais, o time frequentemente desmoronava, levando a eliminações dolorosas (tanto na Eurocopa quanto na Copa do Mundo). Mas esta equipe conta com jogadores de personalidade, acostumados a grandes jogos, que se divertem e brilham nesses ambientes. E ninguém mais do que Jude (Bellingham). O meio-campista inglês número 10, Jude Bellingham, comemora o primeiro gol de sua equipe com o atacante inglês número 9, Harry Kane — Foto: ALFREDO ESTRELLA/AFP O astro do Real Madrid, protagonista da campanha ao lado de Harry Kane, marcou duas vezes em menos de dois minutos e encaminhou a classificação contra os mexicanos. O artilheiro do Bayern de Munique converteu um pênalti — diferentemente do que aconteceu nas quartas da Copa de 2022, diante da França. O restante da missão foi cumprida graças à mobilização coletiva para segurar a pressão dos anfitriões e defender a meta de Jordan Pickford. Conexão com a torcida Os bons resultados e o novo perfil coletivo surpreendem por serem apresentados por uma seleção muito questionada à época da convocação de Tuchel, que deixou algumas estrelas de fora justamente para ter um grupo mais aplicado dentro de sua proposta de jogo. O primeiro indício foi dado na vitória imponente sobre a Croácia, por 4 a 2, na estreia. A torcida também foi à loucura com a virada para 2 a 1, sobre a República Democrática do Congo, na segunda fase. — A campanha na Copa do Mundo tem sido um sucesso até agora. No papel, a Inglaterra não superou as expectativas. Deveria ter vencido todas estas seleções: Croácia, Panamá, RD do Congo e México. O fato de não ter vencido Gana deixou alguns torcedores frustrados e um pouco nervosos, porém o time deu esperanças e existe uma conexão real entre o elenco e a torcida... e até mesmo com Thomas Tuchel — pontua Jones. — O jogo contra o México foi, possivelmente, um dos melhores resultados da história da seleção, certamente de todos que me lembro. Torcida da Inglaterra vem roubando a cena nesta Copa do Mundo — Foto: Odd ANDERSEN / AFP De qualquer forma, esta geração inglesa vem se aproximando de um grande título há anos, e tem revelado talentos para isso. Qualidade com a bola no pé somada com a capacidade de competir até o fim nas partidas importantes pode fazer com que este time dê um próximo passo — e faça sua torcida voltar a cantar "Wonderwall" e outros hits nas arquibancadas norte-americanas. O desafio de hoje é contra um adversário mais do que conhecido: a Noruega liderada por Erling Haaland e Martin Odegaard, estrelas de Manchester City e Arsenal, respectivamente, e que derrubaram o Brasil nas oitavas. A nova cara da Inglaterra será cada vez mais testada. — Apesar de todos os pontos positivos, ainda existem algumas ressalvas. A lesão atípica de Jordan Henderson deixa a Inglaterra um pouco desfalcada no meio-campo, especialmente se o time precisar de um jogador experiente para entrar e ajudar a garantir o resultado. A questão principal, no entanto, é a defesa, onde as lesõrs estão prejudicando — pondera Joshua Jones, que faz uma projeção positiva: — Acho que a Inglaterra vai vencer a Noruega. É provável que Haaland marque, mas Kane também, e acredito que a Inglaterra consiga marcar mais gols, especialmente contra uma defesa norueguesa que não tem conseguido passar jogos sem sofrer gols — conclui o repórter do The Sun.