Influenciadora também se tornou alvo de uma representação do Ministério Público nesta semana pela divulgação de apostas online 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cleitinho diz que errou ao pedir foto com Virgínia durante depoimento na CPI das Bets — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 19:32 Senador Cleitinho admite erro ao pedir foto com influenciadora na CPI das Bets O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos-MG, admitiu ter sido "idiota" ao pedir uma foto com a influenciadora Virgínia Fonseca durante seu depoimento na CPI das Bets, justificando que foi um erro pessoal. Virgínia, agora alvo de uma ação civil pública do Ministério Público do DF, enfrenta acusações por promover apostas online, com denúncias de retenção de valores e bloqueio de contas na plataforma Blaze. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), cotado para concorrer ao governo de Minas, disse que foi "idiota" ao ter pedido foto com a influenciadora digital Virgínia Fonseca durante o depoimento prestado por ela na CPI das Bets no ano passado. A declaração foi proferida pelo parlamentar durante uma fala na tribuna do Senado na noite desta quinta-feira. A blogueira também passou a ser alvo nesta semana de uma representação do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) por danos coletivos provocados pela divulgação de apostas online. — Esse aqui foi um erro que eu tive durante o meu processo de senador. Eu não roubei, não desviei dinheiro de emenda, nunca fiz nada de errado aqui dentro do Senado. A única coisa que eu fiz de errado foi pedir uma foto da influenciadora Virginia para minha filha. Foi um erro, fui um idiota. Esse aqui foi um erro meu e peço perdão novamente — disse ao exibir uma foto do momento em que pediu uma selfie para a influenciadora. Na semana seguinte ao depoimento de Virgínia na CPI, o senador também chegou a se desculpar pela atitude e disse que havia agido "no calor da emoção" ao pedir para a blogueira mandar um abraço para a sua mulher e sua filha. À época, ela havia sido convocada para o depoimento na CPI por divulgar plataformas de apostas nas suas redes sociais. Ao final dos trabalhos da comissão, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) pediu o indiciamento de 16 pessoas, incluindo Virgínia. O relatório final elaborado pela parlamentar, no entanto, não foi aprovado pelo colegiado. Nesta quinta-feira, o MPDF entrou com uma ação civil pública contra a influenciadora e a casa de apostas Blaze. A representação foi protocolada após o recebimento de denúncias diretas de consumidores, que informaram a retenção de valores depositados, bloqueio de contas e apresentação de justificativas genéricas. Os investigadores também elaboraram um relatório técnico contendo mais de 42 mil reclamações registradas em desfavor da plataforma e citaram uma publicação feita por Virgínia durante a Copa do Mundo. No post feito nos stories, a blogueira divulgava “conteúdo em que aparentava realizar uma aposta na vitória de Cabo Verde sobre a Argentina, sem identificação clara de que se tratava de publicidade”. Segundo o MPDFT, a postagem simulava uma manifestação espontânea e poderia induzir seguidores a realizar apostas. Após a partida terminar com vitória da Argentina, ela teria recebido 30% sobre as perdas dos apostadores captados, segundo o órgão público. Procurada, a defesa da influenciadora afirmou que tomou conhecimento da ação civil pública pela imprensa e disse que responderá às alegações nos autos. Em nota, sustentou que o próprio MP reconhece a existência de diligências pendentes e argumentou que a conclusão das apurações poderia alterar o rumo da ação. Os advogados também negaram qualquer conluio, atuação predatória ou intenção de causar prejuízo aos consumidores e afirmaram confiar que a improcedência dos pedidos será demonstrada tecnicamente no processo. Em nota à imprensa, a Foggo Entertainment Ltda., detentora da marca e Operação Blaze no Brasil, afirmou que "não foi formalmente intimada", que tem compromisso com a legislação e as regulamentações em vigor no país e que, assim que notificada, "prestará todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes e a quem mais se fizer necessário".