Por Clarissa Palácio
“Os jovens não vão ficar sentados por quatro ou cinco horas por dia acompanhando uma partida de tênis. Os Grand Slam são outra história, mas, fora deles, os demais torneios deveriam testar formatos mais dinâmicos, com partidas mais curtas e propostas que dialoguem melhor com o público jovem. Precisamos ter coragem para inovar”, afirmou Novak Djokovic, tenista profissional sérvio, em entrevista em Wimbledon na última segunda-feira (29). Essa provocação coloca em xeque um desafio, por vezes, difícil de ultrapassar: as novas gerações demandam que o mundo se adapte a um dinamismo veloz, urgente e criativo.
É nesse contexto que surge o Ultimate Tennis Showdown – ou simplesmente UTS: uma liga internacional de tênis pioneira, cujo propósito é reformular o modelo tradicional para atrair um público mais jovem. A competição se diferencia por elevar o esporte ao status de grande entretenimento, se apoiando em regras dinâmicas, confrontos cronometrados, música e o engajamento ativo do público. “Existe um enorme respeito por tudo o que é intrínseco ao tênis: seus valores, sua tradição e tudo mais. Mas é uma reflexão sobre a possibilidade de existir também um outro formato. O UTS nasce justamente nesse cenário, em que o esporte se autoprovoca, se autoquestiona. Não no sentido de mudar completamente, mas de oferecer uma opção”, explica Marco Farah, diretor de estratégia da ODDZ e porta-voz do UTS Rio.






