Gás, considerado essencial na fabricação de chips, teve oferta escassa no início da guerra no Oriente Médio A bandeira nacional chinesa tremula ao vento sobre o rio Yalu, com edifícios da cidade norte-coreana de Sinuiju ao fundo, na margem oposta, em Dandong, província de Liaoning, China, 8 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/ Maxim Shemetov A China anunciou nesta sexta-feira uma proibição temporária das exportações de hélio, com efeito imediato, em um momento em que a retomada do conflito militar no Oriente Médio ameaça provocar nova escassez do gás, essencial para a fabricação de chips. No início deste ano, a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã provocou escassez de hélio, afetando empresas em todo o mundo, inclusive na China, onde o setor de inteligência artificial depende cada vez mais de chips domésticos para treinar e operar modelos de IA. O hélio é essencial para o controle de temperatura na produção de semicondutores. A proibição das exportações é o exemplo mais recente dos esforços de Pequim para evitar a escassez doméstica de materiais críticos por meio da restrição às exportações. O país já adotou medidas semelhantes para combustíveis, fertilizantes e ácido sulfúrico. Além disso, a China busca ampliar sua capacidade doméstica de fabricação de chips e reduzir a dependência do setor em relação aos semicondutores de ponta da Nvidia, sujeitos a controles de exportação americanos. Hoje, o país asiático é altamente dependente do hélio proveniente do exterior, apesar dos esforços para ampliar a produção doméstica. Ainda assim, a proibição das exportações pode restringir ainda mais a oferta global, uma vez que empresas chinesas têm atuado cada vez mais como intermediárias, importando hélio russo e reexportando parte dos volumes para mercados externos, incluindo a Europa. Analistas estimam que a China importe cerca de 85% ou mais de suas necessidades de hélio. O Catar responde por uma parcela importante da produção mundial de hélio e forneceu mais da metade das importações chinesas nos últimos anos. O hélio é extraído de campos de gás natural com concentrações excepcionalmente elevadas do elemento e não pode ser produzido rapidamente por meio de outros processos industriais. Na fabricação de chips, é usado no resfriamento de wafers, na gravação por plasma, na deposição química de vapor, na deposição de camadas atômicas, no suporte à litografia e na detecção de vazamentos.
China proíbe exportações de hélio em meio a tensões entre EUA e Irã
Gás, considerado essencial na fabricação de chips, teve oferta escassa no início da guerra no Oriente Médio










