Durante um período de escavações em Marina Alamin, arqueólogos egípcios desenterraram diferentes tesouros e túmulos que permaneceram cobertos pela areia por milhares de anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sítio arqueológico foi descoberto em 1986, e os túmulos foram localizados recentemente — Foto: Reprodução | Facebook Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 19:05 Arqueólogos Descobrem Cemitérios com "Línguas de Ouro" no Egito Durante escavações em Marina Alamin, no Egito, arqueólogos descobriram 18 cemitérios e diversos artefatos, incluindo "línguas de ouro" e um sarcófago de granito. A descoberta, anunciada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades, revela a importância histórica da cidade como centro cultural egípcio-helênico. Os túmulos, com estruturas bem preservadas, destacam a diversidade social e as práticas funerárias da época, como o uso de objetos simbólicos na vida após a morte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito publicou no último sábado, em suas redes oficiais, um comunicado sobre a descoberta de 18 cemitérios na cidade portuária de Marina Alamin. Trata-se de um sítio arqueológico com estruturas arquitetônicas egípcias e helenísticas, consideradas importantes testemunhos da influência imperial. Nos túmulos foram encontrados diversos objetos que faziam parte dos enxovais funerários. Entre eles, o que mais chamou a atenção foi uma língua de ouro e um sarcófago de granito. A área onde a expedição foi realizada fica na costa noroeste do país africano e foi descoberta em 1986. Ao todo, há 44 túmulos no local, reforçando sua importância como uma das cidades mais proeminentes do Mediterrâneo há mais de 2 mil anos. Língua de ouro (ao centro, na parte superior) faz parte de um ritual funerário do Antigo Egito seguido apenas pela camada social mais poderosa — Foto: Reprodução | Facebook Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito No comunicado, o ministro do Turismo e Antiguidades, Sharif Fathi, afirmou que a descoberta "representa uma importante contribuição científica e arqueológica, que ajuda a compreender a identidade cultural dos habitantes da antiga cidade de Marina e a reavaliar seu papel histórico como centro civil e cultural que conectava o Egito ao mundo mediterrâneo". Ele também explicou que o ministério tem interesse em dar continuidade aos trabalhos científicos e de preservação do sítio arqueológico, preparando-o para receber visitantes. Segundo ele, isso permitirá ampliar a oferta de turismo cultural na região, conhecida principalmente pelo turismo de praia na Costa Norte. Mohamed Abdel-Badii, chefe do Setor de Antiguidades Egípcias do Conselho Supremo de Arqueologia, informou que os túmulos descobertos incluem 11 sepulturas totalmente escavadas na rocha (hipogeus), com profundidade média de oito metros, além de sete túmulos de superfície construídos em pedra calcária. — Alguns túmulos estão tão bem preservados que, em seu interior, foram encontrados compartimentos funerários selados com placas de pedra que permaneciam fechados desde a Antiguidade — informou o Ministério do Turismo e Antiguidades. Em alguns túmulos, foram encontrados restos humanos intactos — Foto: Reprodução | Facebook – Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito Objetos encontrados Os arqueólogos recuperaram peças de cerâmica inteiras e fragmentadas, jarros, pratos, altares e bacias de pedra calcária, além de diversos elementos arquitetônicos associados às sepulturas. Também foram identificados sepultamentos superficiais, o que, segundo os pesquisadores, reflete a diversidade social dos habitantes da cidade. Além disso, foi localizado um poço de água utilizado durante os enterros, que influenciou a arquitetura funerária nos períodos ptolomaico e romano. Algumas tumbas ainda não tinham sido abertas — Foto: Reprodução | Facebook – Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito O diretor do Departamento Central de Antiguidades, Hisham Hussein, explicou que uma das descobertas mais importantes foi um altar de pedra calcária destinado a oferendas, cuja fachada reproduz a chamada "porta falsa", elemento típico dos rituais funerários do Antigo Egito. A equipe também encontrou uma estátua incompleta de mármore, provavelmente representando a deusa Afrodite, uma escultura em pedra calcária retratando um homem sentado segurando um pássaro e peças de cristal. Por fim, foram recuperadas 24 peças de ouro colocadas dentro da boca de alguns dos mortos, conhecidas como "línguas de ouro". Esses objetos faziam parte das crenças funerárias da época e simbolizavam a capacidade do falecido de falar na vida após a morte. Entre os artefatos também havia uma peça em forma do Olho de Hórus, um dos mais importantes símbolos de proteção da religião do Antigo Egito. Confira fotos da fortaleza de 3 mil anos no Egito 1 de 7 Detalhe da muralha de tijolos de barro da fortaleza de Tell El-Kharouba, um exemplo da arquitetura defensiva egípcia na fronteira — Foto: Divulgação/Facebook/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito 2 de 7 Vestígios encontrados — Foto: Divulgação/Facebook/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Fortaleza descoberta no Egito — Foto: Divulgação/Facebook/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito 4 de 7 Vaso encontrado durante as escavações — Foto: Divulgação/Facebook/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito X de 7 Publicidade 5 de 7 Fragmentos de cerâmica encontrados durante escavações na fortaleza de Tell El-Kharouba — Foto: Divulgação/Facebook/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito 6 de 7 Vestígios encontrados — Foto: Divulgação/Facebook/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito X de 7 Publicidade 7 de 7 As ruínas da fortaleza foram descobertas perto de outra fortaleza descoberta. — Foto: Divulgação/Facebook/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito Ruínas reveladas no deserto do Sinai podem ajudar a entender como o Egito controlava as rotas por onde, segundo a tradição, Moisés teria conduzido o povo de Israel