Tarcísio, que é carioca, disse nesta semana que Tebet e Marina foram rejeitadas pelos eleitores do Acre e de Mato Grosso do Sul Marina Silva (Rede), pré-candidata ao Senado — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc/Fotográfo/Agência Brasil Pré-candidatas ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) rebateram o governador do Estado e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após serem criticadas por concorrerem tendo feito a carreira política fora do Estado. Tarcísio, que é carioca, disse nesta semana que Tebet e Marina foram rejeitadas pelos eleitores do Acre e de Mato Grosso do Sul, respectivamente, e não devem ser eleitas pelos paulistas neste ano. As duas ex-senadoras, que concorrem na chapa do pré-candidato a governador Fernando Haddad (PT), apareceram à frente dos pré-candidatos ao Senado na chapa de Tarcísio em pesquisa divulgada nesta semana pelo instituto Datafolha. O levantamento mostrou Marina com 18% das intenções de voto e Tebet com 16%, uma situação de empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos. O deputado estadual André do Prado (PL) marcou 11% e o deputado federal Guilherme Derrite (PP) teve 10%. Marina citou a origem do adversário para rebater as declarações e disse enxergar preconceito de gênero. "Eu achei muito estranho, porque, sendo ele do Rio de Janeiro, que veio se eleger governador no Estado de São Paulo, ter esse tipo de atitude denuncia mais a ele do que a mim e à Simone", afirmou, em entrevista ao g1 Campinas. Ela disse ainda que a postura não pode ser de "dois pesos e duas medidas". Na visão de Marina, as falas também indicam "uma atitude de preconceito contra as mulheres, de [os homens] se acharem donos do mundo". A ex-senadora e ex-ministra já tinha apontado "a visão misógina" sobre a questão, ao responder sobre o tema no mês passado, após o ato que confirmou a configuração da chapa que concorrerá no Estado pelo campo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Sou corintiana, não flamenguista, e pago imposto em São Paulo há 10 anos. Não precisei dar endereço alheio para me candidatar", reagiu Tebet, em entrevista à CNN Brasil. Na eleição de 2022, o domicílio eleitoral foi uma das principais polêmicas da campanha de Tarcísio, que é natural do Rio de Janeiro e, na época, residia em Brasília. Ele se tornou candidato a governador por decisão do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio não se manifestou sobre as respostas das duas ex-ministras de Lula. Na terça-feira, durante encontro com pré-candidatos do Republicanos e na presença de Prado e Derrite, o governador afirmou que Marina e Tebet "não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse Estado para servir". Ele disse ainda que ambas "levaram o cartão vermelho" dos moradores de seus respectivos Estados. "Se fossem concorrer por lá, lá não seriam eleitas." A origem das duas pré-candidatas tem sido um dos principais flancos de ataque do grupo político de Tarcísio às rivais. Marina foi eleita deputada federal por São Paulo em 2022 e Tebet tem proximidade com o Estado, onde recebeu uma das maiores votações para sua candidatura à Presidência da República na eleição passada, quando ainda estava no MDB. Uma fonte do PT, falando sob condição de anonimato, minimizou as críticas às candidatas e argumentou que esse tipo de questionamento não costuma sensibilizar o eleitor de São Paulo, um Estado conhecido por receber migrantes. Na avaliação dos aliados de Marina e Tebet, a própria situação de Tarcísio é um exemplo de que a naturalidade do candidato tende a ser um aspecto lateral na decisão do voto.
Marina e Tebet rebatem Tarcísio após crítica por se candidatarem em SP sem carreira política no Estado
Tarcísio, que é carioca, disse nesta semana que Tebet e Marina foram rejeitadas pelos eleitores do Acre e de Mato Grosso do Sul










