No começo de "Wings - A História de uma Banda em Fuga", Paul McCartney retorna a um boato que o perseguiu no fim dos anos 1960: o de que ele estaria morto.
Quase seis décadas depois, ele acredita que havia uma espécie de verdade naquela fantasia coletiva. Aos 27 anos, diante do fim dos Beatles, de disputas judiciais e da dissolução de uma parceria que marcara sua vida desde a adolescência, ele era um homem sem saber o que fazer a seguir.
"Eu estava morto... um homem de 27 anos de idade, prestes a tornar-se ex-Beatle", diz o astro.
"Wings" é uma história oral editada pelo historiador Ted Widmer, sem um texto corrido, mas com falas que vão montando o quadro geral —um formato inaugurado no pop pelo ótimo "Mate-Me por Favor", de Legs McNeil e Gillian McCain.
O livro, que sai aqui em edição caprichada, com capa dura e muitas fotos, foi construído a partir de entrevistas novas e antigas, sobretudo do material reunido pelo cineasta Morgan Neville para um documentário ainda inédito sobre a banda.






