A Justiça civil da Argentina condenou nesta quarta-feira (8) Claudio Villamide, ex-comandante da Força de Submarinos da Marinha, pelo naufrágio do ARA San Juan, submersível que implodiu em 2017 com 44 militares a bordo.

Villamide, 62, foi considerado culpado pelos crimes de negligência e descumprimento do dever do funcionário público e condenado a três anos de prisão. Outros três comandantes navais que também foram acusados no caso terminaram absolvidos.

"Os familiares vão apelar das absolvições e reivindicar penas mais severas", disse à agência de notícias AFP a advogada Valeria Carreras, representante da maioria dos familiares das vítimas, que consideraram a punição da corte "insuficiente".

As apelações serão apresentadas depois que o tribunal divulgar os fundamentos da sentença, em 21 de agosto. "O objetivo será revisar tanto as absolvições quanto a quantidade da pena imposta a Villamide", explicou Carreras.

De acordo com o Ministério Público argentino, o submarino iniciou sua missão de patrulha sem estar em condições adequadas para a navegação. Os procuradores afirmaram que Villamide não levou em conta "as condições deficientes de prontificação" do submarino. A pena requisitada era de cinco anos de prisão.