PUBLICIDADE A família mobiliza uma vaquinha solidária para arrecadar recursos para os custos da recuperação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, foi vítima de um ataque de tubarão — Foto: Reprodução/Instagram (@lucasnemezio_) RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 09:57 João Lucas, vítima de ataque de tubarão, recebe alta e busca ajuda para prótese e tratamento João Lucas, de 11 anos, que perdeu a perna após mordida de tubarão em Recife, recebeu alta após um mês internado. Sua família iniciou uma vaquinha para arrecadar R$ 150 mil para custear prótese e tratamento. O ataque ocorreu em maio, e o garoto passou por duas cirurgias. A campanha já arrecadou R$ 129 mil. Incidentes com tubarões são comuns na região, devido às águas turvas e presença de tubarões-cabeça-chata. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O menino João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, recebeu alta hospitalar na segunda-feira (6), após passar mais de um mês internado no Hospital da Restauração, no Recife. Ele foi vítima de um ataque de tubarão na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. A perna esquerda do garoto precisou ser amputada, e a família mobiliza uma vaquinha solidária para arrecadar recursos para os custos da recuperação. João Lucas estava internado desde 31 de maio, quando foi mordido na coxa e na mão esquerda por um tubarão-cabeça-chata. O ataque ocorreu por volta das 13h40. Após o incidente, ele foi retirado da água por banhistas, que acionaram o Corpo de Bombeiros. O menino passou por duas cirurgias e precisou amputar a perna esquerda. Agora em casa, familiares e amigos organizam uma campanha para arrecadar R$ 150 mil, valor que será destinado ao tratamento, à fisioterapia, aos medicamentos, ao transporte e à adaptação da residência. Até a publicação desta reportagem, a vaquinha já havia arrecadado R$ 129 mil. Nas redes sociais, o pai do menino, Lucas Nemezio, de 39 anos, e a amiga da família Roberta Cazzoli publicaram um vídeo em que comemoram a alta hospitalar e reforçam o pedido de doações. O objetivo é custear uma prótese particular. Segundo a família, o modelo oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é mais pesado e proporciona menor mobilidade. A prótese escolhida, de acordo com a família, é mais moderna, leve e articulada em três pontos. Ela custa R$ 61 mil. Os familiares destacam ainda que João Lucas precisará trocar as articulações com frequência no início da adaptação, devido ao inchaço natural do coto. — Ele venceu o hospital, venceu infecções e duas cirurgias complexas. E hoje nós estamos aqui com o coração cheio de gratidão. João é um milagre vivo. Essa prótese vai evitar frustrações e vai fazer ele voltar a estudar, a brincar e a ter a sua vida normal muito mais rápido — disse Roberta Cazzoli. No vídeo, o menino também agradece pelo apoio recebido. — Eu gostei muito da surpresa e queria agradecer a todas as pessoas que me ajudaram a estar aqui, desde o meu resgate até os dias atuais. Agradeço por todas as doações e por todas as orações que fizeram eu voltar à vida. Duas vítimas em 24 horas Tubarão-cabeça-chata — Foto: Andreidive/Divulgação Em aproximadamente 24 horas, entre 30 e 31 de maio, duas pessoas foram vítimas de mordidas de tubarões após serem surpreendidas nas águas de Pernambuco pelos animais. O número de registros de incidentes com tubarões no estado já somam ao menos 84 desde 1992, conforme indicam dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit). O biólogo marinho e diretor do AquaRio, Marcelo Szpilman, afirma que os cabeça-chata são uma espécie mais agressiva. — É o animal com maior nível de testosterona do planeta — diz o biólogo. Szpilman explica que, apesar da tendência mais agressiva do animal, a maior parte dos casos envolve a "mordida investigatória", quando o ferimento é feito apenas para verificar se o alvo é alimento ou não. As águas turvas da região ajudam a criar condições para essas investidas ao dificultar a visualização tanto para o tubarão quanto para o ser humano — Em Boa Viagem, há um canal submarino que passa muito rente à praia. É exatamente na beirada dele que se tem uma melhor formação de ondas. Você tem o surfista e o tubarão, que está buscando um peixe. O tubarão dá uma mordida investigatória, percebe que não é o que ele queria e vai embora. Mas uma mordida a depender do tubarão já pode ser bem ruim — explica Szpilman. O biólogo acrescenta que as piores ocorrências costumam envolver fêmeas cabeça-chata grávidas. Quando estão prestes a parir, elas se aproximam da faixa de areia, ficando perto de banhistas. — Ela para por um período perto da areia na água rasa e alguém sem vê-la porque a agua é turva. A fêmea dá uma mordida, mas com raiva. Incidentes com tubarões em Pernambuco — Foto: Arte O Globo
Menino de 11 anos que perdeu a perna após mordida de tubarão em Recife recebe alta após um mês internado
A família mobiliza uma vaquinha solidária para arrecadar recursos para os custos da recuperação
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