Imagem gerada no Chat GPT — Foto: Reprodução O Departamento de Comércio dos EUA aprovou o lançamento em larga escala do GPT-5.6, novo modelo avançado de inteligência artificial da OpenAI, após a conclusão de testes adicionais conduzidos pelo governo dentro da nova estrutura de supervisão para sistemas de IA de ponta, informou o site Axios na terça-feira (7). Segundo a publicação, que cita uma fonte, a OpenAI pretende disponibilizar o GPT-5.6 para um público mais amplo ainda nesta semana, após concluir avaliações técnicas e reuniões com autoridades americanas. Os testes foram realizados pelo Centro de Padrões e Inovação em IA do Departamento de Comércio. Durante o processo, a OpenAI enviou especialistas técnicos a Washington para responder a questionamentos do governo. A Reuters não conseguiu confirmar a informação de forma independente. A OpenAI, a Casa Branca e o Departamento de Comércio não comentaram o assunto. No mês passado, a OpenAI informou que havia adiado o lançamento público do GPT-5.6 a pedido do governo dos EUA, restringindo inicialmente o acesso ao modelo a um grupo reduzido de parceiros, cujos resultados de uso foram compartilhados com as autoridades. A medida faz parte do reforço da supervisão americana sobre modelos avançados de inteligência artificial, diante da preocupação de que essas tecnologias possam ser exploradas por militares ou serviços de inteligência de países como China e Rússia. O adiamento ocorreu após uma ordem executiva assinada em junho pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que criou um mecanismo voluntário para que desenvolvedores submetam seus chamados "modelos de fronteira" ao governo por até 30 dias antes de disponibilizá-los a parceiros considerados confiáveis. Na semana passada, a Anthropic informou que o Departamento de Comércio retirou as restrições impostas aos seus modelos mais avançados, Fable e Mythos, menos de três semanas depois de determinar a suspensão temporária de seu acesso por motivos de segurança nacional. Ao obter acesso antecipado a modelos de IA de última geração, o governo americano busca identificar riscos — como ciberataques e o uso indevido por forças militares — antes da liberação dessas ferramentas em larga escala.