A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (6) um novo uso para o Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), remédio que já era utilizado contra alguns tipos de câncer de mama no Brasil.

Agora ele também pode ser usado por pacientes que fizeram quimioterapia e cirurgia, mas ainda têm células cancerígenas no tecido retirado e apresentam a proteína HER2, que faz as células se multiplicarem mais rápido.

Um exame mede essa proteína no tumor e, quando o resultado dá positivo, o câncer é classificado como HER2-positivo.

Quem está nesse grupo tem mais chances de o câncer voltar e progredir para metástase. Segundo a Anvisa, até 25% dessas pacientes podem ter recidiva em até dez anos.

Até o momento, o Enhertu era indicado apenas para casos mais avançados do câncer HER2-positivo, diz a mastologista Rosemar Rahal, presidente da Comissão Nacional Especializada em Mastologia da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).